Como é se sentir piloto de verdade ao volante de um Porsche 911

O esportivo Porsche 911, não importa a geração, faz um simples motorista se sentir um ás do volante

Acabo de ajustar o banco do piloto à minha altura e envergadura e fixar o cinto de segurança. À minha frente, uma pista de testes desafiadora, pelo menos aos meus sentidos. Foram poucos segundos que me deram a plena sensação de que aquela próxima hora e meia coroaria um intensivo de esportividade que vinha vivendo, digamos, teoricamente, resumida em uma palavra: Porsche.

Havia dois dias, assisti, boquiaberto, a um desfile de 911s — e aqui a palavra desfile não é uma força de expressão, tampouco o plural no nome próprio. Passaram pela passarela, um a um, os modelos históricos que marcaram sete gerações da família, até chegar ao novíssimo Porsche 911, todo musculoso, esbanjando potência e força, sendo recepcionado por ninguém menos do que — sorry, guys, ladies first — a tenista-beldade Maria Sharapova, o ator hollywoodiano Armand Hammer e o ex-piloto de Fórmula 1 e galã em tempo integral Mark Webber. Ou, em outras palavras, diz-me quem te recebe que eu te direi quem és…

No dia seguinte, seria a vez de o mais cultuado dos Porsche fazer sua estreia no Salão de Los Angeles, em grande estilo, o que era de esperar. Antes de sua aparição, foi exibido um inspirador vídeo com o anfitrião deslizando sua liberdade pelas convidativas estradas californianas, ao apropriado som de California Dream, do The Mamas & The Papas. De repente sai do palco a primeira espécie do lendário 911, nascida em 1963, prancha de surfe no rack, e entra o mais novo representante da linhagem. Aplausos, assobios, flashes, sorrisos.

Convenhamos, precisamos reconhecer quando estamos sendo testemunhas oculares da história…

Voltando à pista… Naquele dia estava eu ali, no Porsche Experience Center de Los Angeles. Infelizmente, o novo 911 só foi visto, ainda não teríamos oportunidade de testá-lo. Mas não posso reclamar. À minha disposição, teria ao volante um Porsche GT3 e o atual 911 Turbo. Só não posso dizer que me sentia livre, leve e solto porque, a meu lado, se encontrava um instrutor bastante caxias, a postos para me orientar sobre os tais exercícios de direção na pista, e porque uma chuva torrencial me impedia da pretensão de posar de piloto voraz.

Cá entre nós, as desculpas para não poder, melhor dizendo, para não tentar barbarizar na pista foram providenciais. Salvo se você for um herdeiro da habilidade de Ayrton Senna de dirigir como se estivesse fazendo esqui aquático, não é fácil domar máquinas como essas sob águas torrenciais. Ainda mais em provas de slalom e drifting, que incluem arrancadas e frenagens repentinas, contornos acrobáticos, curvas infinitas e todo tipo de estripulias sobre rodas, que, inevitavelmente, fazem o piloto, ops, o motorista sorrir para si e, ao final da etapa, olhar para o cara do lado e perguntar: “Posso ir de novo?”

Diversão consentida. Fui, me sentindo um Gene Kelly cantando Singing in the Rain, já ansioso para colocar à prova o novíssimo 911 — tarefa que farei em breve, num evento da marca em Valência, na Espanha. Logo mais contarei tudo por aqui. Me aguardem.

Porsche 911 Carrera 4S

  • Motor: 6 cilindros 3.0 biturbo
  • Câmbio: Porsche Doppelkupplung (PDK) de 8 velocidades
  • Potência: 450 cv, de 6.500 rpm a 7.500 rpm
  • Torque: 530 Nm, de 2.300 rpm a 5.000 rpm
  • Velocidade: de 0 a 100 km/h em 3,4 s (com Sport Chrono Package); máxima: 306 km/h
  • Previsão de lançamento: segundo semestre de 2019
  • Preço estimado: a definir

Bon vivant ao volante do MINI Cabriolet

No comando do MINI Cabriolet, o mais charmoso dos conversíveis, exercendo o puro e simples prazer de dirigir

Convenhamos: o MINI, por si só, é uma atração ambulante. Pequeno, transpirando modernidade sem perder seu charme vintage, o carrinho costuma saçaricar cheio de estilo, não raramente em cores exuberantes de fazer marmanjos contorcer o pescoço só para ver quem está passando. Um modelo desse naipe nem precisava apelar para uma carroceria rebatível — artifício que tem o poder de transformar até o mais insosso dos automóveis (e esse definitivamente não é o caso do nosso personagem, antecipo-me em esclarecer) em um popstar do trânsito.

Bem, precisar não precisava, mas que o recurso lhe cai muito bem, obrigado, isso cai. O MINI Cabrio está longe de ser apenas um belo corpinho sedutor. Disponível no Brasil em três versões de acabamento e motorização, o foguetinho é capaz de fazer frente a legítimos esportivos, principalmente na opção mais apimentada, a John Cooper Works. Ponto para o bólido, que atesta ter mais do que pose de menino travesso.

Tive o privilégio de testar o novo MINI Cabrio em um bate e volta de São Paulo a São Sebastião, no litoral norte, em um dia ensolarado. Foi apertar o botão de acionamento da capota e o céu literalmente começou a dar as caras para o pretenso piloto se transformar em um relaxado motorista. A um toque, a capota se abre até formar um generoso teto solar. Ao persistir com o dedo em riste, a mágica se revela diante dos olhos: a engenhoca se acomoda completamente no compartimento traseiro, e os felizes ocupantes se veem, Deus queira, sorrindo com o vento e a brisa no rosto — verdade seja dita: torcendo para o sol não castigar as cabeças despreparadas. A partir dali, o motor passa a ser um personagem coadjuvante. Quem brilha é a paisagem de fora.

Está explicado por que essas espécies motorizadas só costumam aparecer longe do barulho, da poluição, das inseguranças do stop-and-go do caos da cidade. Para se transformar em Cabrio, o MINI precisa saber que é hora de curtir a vida. Sem pressa.

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