Veja quais são os países mais inovadores do mundo – e o Brasil lá atrás

No Bloomberg Innovation Index, a Alemanha quase empatou com a seis vezes campeã Coreia do Sul em alguns critérios

A Coreia do Sul conservou sua coroa global no Bloomberg Innovation Index 2019, embora as melhorias feitas pela Alemanha em pesquisa e educação tenham levado a maior economia da Europa a quase empatar no ranking anual. Os EUA subiram para o oitavo lugar, um ano depois de falhas na educação terem tirado o país do top 10 pela primeira vez.

O ranking anual Bloomberg Innovation Index, em seu sétimo ano, analisa dezenas de critérios usando sete indicadores, como investimentos em pesquisa e desenvolvimento, capacidade de fabricação e concentração de empresas de capital fechado com tecnologia de ponta.

O ranking chega enquanto as elites globais se reúnem no Fórum Econômico Mundial, que ocorreu na semana passada em Davos, na Suíça, onde discutirão o futuro da globalização, o papel do Estado e como a inovação impulsiona os países.

No índice da Bloomberg, a Alemanha quase empatou com a seis vezes campeã Coreia do Sul em força do valor agregado da manufatura e intensidade de pesquisa, principalmente devido a gigantes industriais como Volkswagen, Robert Bosch e Daimler.

Embora a Coreia do Sul tenha ampliado sua série de vitórias, sua vantagem se reduziu em parte por causa de pontuações mais baixas na atividade de patentes.

Nota de EXAME: o Brasil ficou em 45º lugar da lista. O que é um avanço: no ano passado, nem havia figurado no ranking.

Suécia e China

A Suécia, que ficou em segundo em 2018, caiu para o sétimo lugar. A atividade de patentes impulsionou as pontuações da China e de Israel, que foi um grande vencedor, pulando cinco posições e chegando ao quinto lugar do ranking geral. O país do Oriente Médio superou Cingapura, Suécia e Japão no processo.

O poder de permanência da Coreia do Sul na 1ª posição deve receber um impulso de novos investimentos em tecnologias estratégicas e um programa de regulamentação que encoraje startups, de acordo com Khoon Goh, chefe de pesquisa do Australia & New Zealand Banking Group em Cingapura. Ele considera que o desafio, no entanto, é levar a inovação além dos “grandes chaebols altamente concentrados”, os conglomerados familiares.

“A inovação está se tornando cada vez mais importante para impulsionar o desempenho econômico, particularmente nas economias asiáticas de renda mais alta, onde não há mais um dividendo demográfico e a fabricação de maior valor agregado está sendo transferida para países de menor custo na região”, disse Goh.

Ascensão vacilante

A ascensão da Alemanha no ranking da Bloomberg também parece vacilante, já que o maior exportador da Europa enfrenta a escassez de trabalhadores qualificados e mudanças nas políticas de imigração, segundo Juergen Michels, economista-chefe do Bayerische Landesbank.

O país deve aprimorar sua estratégia em setores de alta tecnologia, inclusive em indústrias como diesel, comunicações digitais e inteligência artificial, acrescentou ele.

O Reino Unido caiu uma posição e ficou em 18º lugar, perdendo para a China pela primeira vez. A pontuação da China reflete uma dicotomia na segunda maior economia do mundo: ficou em segundo lugar na atividade de patentes com a força de pesquisa e desenvolvimento da Huawei Technologies e da BOE Technology Group, mas ainda continua atrás da maioria dos expoentes inovadores na produtividade geral.

O processo de classificação de 2019 começou com mais de 200 economias. Cada uma foi pontuada em uma escala de 0 a 100 com base em sete categorias igualmente ponderadas. Os países que não informaram dados sobre pelo menos seis categorias foram eliminados, o que reduziu a lista total para 95. A Bloomberg publica as 60 economias mais bem pontuadas.