Startup que facilita o aluguel de carros cresceu 10 vezes no último ano

Turbi, que compete com Localiza, Uber e 99, cria serviços de aluguel de veículos para empresas e prevê dobrar de tamanho

Nunca foi tão fácil se deslocar pela cidade. Aplicativos como 99 e Uber, de motoristas, ou Lime e Grin, de patinetes e bicicletas, facilitam o transporte e transformaram o cenário da mobilidade urbana.

Para conquistar quem ainda precisa de um carro, mas não quer enfrentar as burocracias de uma locadora de veículos tradicional, a Turbi funciona de forma totalmente digital e tem cerca de 500 veículos espalhados pela cidade de São Paulo e arredores.

Idealizada em 2016, a Turbi foi criada no segundo semestre de 2017. A ideia era criar uma locadora digital, em que os usuários pudessem contratar o serviço de aluguel de carro sem precisar ir fisicamente a uma agência.

“Os aplicativos de mobilidade por motorista trouxeram muitas soluções, com uma mobilidade que não era possível com o táxi ou transporte público. Muitas pessoas se desfizeram do próprio veículo, mas isso criou uma lacuna”, diz Diego Lira, cofundador da Turbi.

Segundo ele, os aplicativos de motoristas facilitam na hora de ir a uma reunião de trabalho ou voltar de uma festa, por exemplo, mas não é a melhor opção para distâncias maiores, parar em diversos destinos diferentes ou levar os pets, por exemplo.

O modelo é semelhante à americana Zipcar – Lira contou inclusive com o aconselhamento das fundadoras da empresa, Antje Danielson e Robin Chase, que já não estão mais no negócio.

A startup começou com cinco carros e hoje tem mais de 500. A meta para 2020 é chegar a uma frota de 5.000. 

Neste ano, o faturamento cresceu 10 vezes – a Turbi não revela o valor. Ela já recebeu cerca de 8 milhões de reais em aportes, de fundos de venture capital e de investidores anjo.

A startup está presente em São Paulo, Guarulhos e Alphaville. No ano que vem, prevê chegar a novas cidades – entre as candidatas estão Campinas, Belo Horizonte, Curitiba, Porto alegre, entre outras.

Competição

Para competir com as locadoras tradicionais, como Localiza ou Movida, a startup busca eliminar burocracias e limitações.

Não há restrição de horário para alugar ou devolver os veículos, não é necessário devolver o carro com o tanque cheio e nem há a necessidade de assinar documentos como seguro do carro, por exemplo. Todos os automóveis vêm com pagamento automático para pedágios e estacionamentos.

Os carros ficam em estacionamentos abertos 24 horas por dia – assim, a empresa também elimina a necessidade de construir uma agência e contratar funcionários para o local.

“Não temos a escala das grandes locadoras, mas buscamos usar a tecnologia para aumentar a eficiência da operação e repassar isso para o cliente”, diz Lira.

Por outro lado, um aspecto no qual a startup não economiza é nos modelos dos carros. Os veículos têm acima de 1.4 cilindradas e são todos automáticos. O campeão de aluguéis é o Mini Cooper, da BMW.

Para empresas

Agora, a companhia lançou um serviço voltado para empresas, que permite que as companhias ofereçam o aluguel de carros aos seus funcionários.

A ideia surgiu dos próprios clientes da Turbi. Entre os usuários mais frequentes, havia três empresários que já pagavam a locação a alguns de seus funcionários, mas o modelo de cobrança tradicional não funcionava tão bem. Assim, a Turbi desenvolveu um piloto do sistema corporativo e testou com esses clientes.

Assim como o Uber ou 99 Corporativo, o novo serviço permite controlar melhor os custos, os funcionários autorizados a agendar corridas, entre outras especificidades. Dependendo das necessidades da empresa, a Turbi acrescenta pontos de retirada dos automóveis perto dos escritórios. 

Com o novo serviço, Lira acredita que o faturamento possa dobrar. A Turbi já está aquecendo os motores para 2020.