Franquias de serviços impulsionam o setor, diz ABF

No ano passado, o setor faturou 127 bilhões de reais e teve um crescimento de 7,7% em relação ao faturamento do ano anterior

São Paulo – O segmento de Negócios, Serviços e Outros Varejos teve uma participação de 21% na composição do faturamento do setor de franquias em 2014. É o que mostra os dados do Balanço Final de 2014 que foram apresentados hoje pela Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Seguido pelo segmento de Alimentação, que é responsável por 20,1% do faturamento do franchising nacional. Em terceiro lugar, o segmento de Esportes, Saúde, Beleza e Lazer tem participação de 18,3% no faturamento do setor. Veja a tabela com o faturamento em bilhões de reais de acordo com o segmento e a porcentagem de participação do setor.

Segmento 2013 2014 % de Variação % de Participação
Comunicação, Informática e Eletrônicos 1827 2321 27,0 1,8
Acessórios Pessoais e Calçados 7444 8847 18,8 6,9
Casa e Construção 6265 7320 16,8 5,7
Educação e Treinamento 7593 8538 12,4 6,7
Veículos 4123 4490 8,9 3,5
Limpeza e Conservação 1073 1159 8,0 0,9
Alimentação 23999 25635 6,8 20,1
Negócios, Serviços e Outros Varejos 25120 26726 6,4 21,0
Esporte, Saúde, Beleza e Lazer 22138 23288 5,2 18,3
Vestuário 9393 9677 3,0 7,6
Hotelaria e Turismo 9299 9329 0,3 7,3

Para 2015, a ABF espera um crescimento do faturamento do setor de franquias entre 7,5% e 9%. Em 2014, o setor faturou 127 bilhões de reais e teve um crescimento de 7,7% em relação ao faturamento do ano anterior. Já o número de marcas deve aumentar 8% e o de novas unidades, crescer entre 9% e 10%.

Apesar da instabilidade da economia brasileira, as projeções para franqueadores e franqueados são otimistas. “Nós somos uma indústria resiliente, temos capacidade de treinar e temos como parceiro o franqueado preparado”, afirma Cristina Franco, presidente da ABF.

Para Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, investir em promoções inteligentes, melhorar os sistemas de gerenciamento, de controle de estoque e de vendas são algumas formas de sobrevivência e para evitar repassar o aumento de custo para o consumidor final.

Segundo o balanço, o número de unidades das redes teve um aumento de 9,8%, subiu para 125.641. Foram abertas 11.232 unidades no ano passado e a taxa de mortalidade de empresas no sistema de franquias foi de 3,7%, sendo que o índice de mortalidade dos negócios tradicionais, segundo Sebrae, é de 24,9% em dois anos.

Os municípios com maior número de unidades franqueadas são São Paulo (16,5%), Rio de Janeiro (7,4%) e Belo Horizonte (2,4%).

Quanto à geração de empregos diretos, o sistema de franquias aumentou em 6,5% o número de postos de trabalho gerados, passando de 1.029.681 para 1.096.859, no ano passado.

Já no caso de lançamento de novas redes de franquia, o crescimento foi de 8,8% em 2014 comparado ao ano anterior. O balanço mostra que o número de marcas aumentou de 2.703 para 2.942 no período analisado, ou seja, entraram no mercado 239 novas franqueadoras.

O balanço mostra que as microfranquias tiveram um crescimento de 14,7% de 2013 para 2014. Das 2.942 redes brasileiras, 433 possuem esse modelo de negócio. A taxa de mortalidade das microfranquias foi de 8,4%.

Dentre as 2.942 redes existentes no Brasil, cerca de 94,4% são originalmente nacionais. Desse total, 106 marcas possuem presença internacional, sendo 96 com operações em 51 países e 10 redes que realizam exportação.