São Paulo investe R$ 1,4 mi em incubadora de ideias

O projeto da Prefeitura da cidade e do Cietec vai incentivar o empreendedorismo em universidades

São Paulo – Para incentivar os universitários a empreenderem, a Prefeitura de São Paulo e o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) se uniram no projeto Incubadora de Ideias. O objetivo do São Paulo Ideias Novas, segundo Sérgio Risola, diretor-executivo do Cietec, é apoiar boas ideias de negócios dos estudantes. “Esse projeto quer que as universidades trabalhem melhor as empresas juniores para fomentar empreendedorismo”, diz Risola.

Com investimento de 1,4 milhão de reais da prefeitura da cidade, o projeto foi proposto pelo Cietec e aprovado após cinco meses de negociação. “Durante o ano de 2012, vamos trazer até 100 pessoas ligadas a empresas juniores. A meta é que, no futuro, sejam ideias da universidade toda”, explica.

A princípio, os alunos que tiverem uma boa ideia de negócio vão poder se inscrever para concorrer a uma das vagas. No próximo ano, participam do projeto seis universidades: FAAP, USP, FGV, Insper, Mackenzie e PUC. “A prefeitura quer ideias que sejam encaminhamentos de soluções para qualidade de vida da cidade”, conta. Por isso, as áreas prioritárias serão acessibilidade, mobilidade, transporte e sustentabilidade.

As ideias escolhidas vão ter um espaço no Cietec, a maior incubadora de empresas do país, para desenvolver um plano de negócios mais detalhado e ter contato com as startups incubadas. “A riqueza desse ambiente é a maior contribuição que vai ser dada pelo Cietec”, opina Risola.

Os estudantes vão receber capacitação na incubadora e cumprir uma carga horária no local, que poderá ser revertida em créditos nas faculdades. No primeiro ano, a iniciativa vai funcionar como modelo para a criação de várias incubadoras de ideias dentro das próprias universidades. “Vamos entregar para a prefeitura um relatório sobre como montar uma incubadora de ideias. O mundo inteiro diz que as universidades têm que ser mais empreendedoras”, explica.

Além disso, o responsável pelo Cietec acredita que até 15% das ideias terão potencial de, no futuro, virar uma empresa incubada na USP.