Projeto leva startups para o mar

Navio deverá ter lojas de conveniência, médicos de plantão para primeiros socorros e um convênio que garante a remoção por helicóptero em caso de emergência

São Paulo – Facebook, Twitter, Instagram… O Vale do Silício ajudou a impulsionar uma série de startups, mas nem todos os empreendedores têm a sorte de conseguir um espaço por lá. “Os imóveis estão caros e os estrangeiros não conseguem vistos para morar nos Estados Unidos”, disse a INFO Max Marty, presidente da Blueseed. Para tentar resolver esse problema, a empresa planeja lançar até 2014 um navio capaz de abrigar 300 startups.

Ancorado a 22 quilômetros de distância da costa da Califórnia, ele estará em águas internacionais e hasteará a bandeira das Bahamas. A manobra burocrática permite que seja preciso apenas o visto de turista para embarcar no navio e trabalhar. O custo da hospedagem vai variar entre 1,2 e 3 mil dólares por pessoa ao mês e inclui cabine com acesso à internet e duas idas diárias a terra firme.

“A ideia é que as pessoas trabalhem em um ambiente criativo e mantenham contato com o Vale do Silício. Quando a empresa vingar, será mais fácil conseguir um visto e se mudar”, afirma Marty. Serão necessários entre 30 milhões e 80 milhões de dólares para a compra e a reforma do navio.

Como a Blueseed também é uma startup, 20% desse valor está sendo arrecadado com investidores. O restante virá de empréstimos bancários. Para pagar a dívida, o que se quer não é apenas lucrar com o aluguel, mas também apostar no sucesso dos próprios clientes. Toda startup que embarcar cederá 6,5% de suas ações à Blueseed. “Queremos ser o local onde os Facebooks e Twitters do futuro se desenvolverão”, diz Marty.