Por que é tão difícil empreender no Brasil, segundo Banco Mundial

Não é novidade que empreender no Brasil exige muito esforço. O Banco Mundial elencou em números por que o ambiente aqui é só para os fortes. Veja os dados:

São Paulo – Não é novidade que ter um negócio no Brasil é tarefa para os fortes. Porém, um relatório do Banco Mundial mostra em números alguns dos pontos que mais atrapalham o brasileiro na hora de empreender.

Dentre os pontos mais críticos estão o pagamento de impostos e a burocracia para a abertura de empresas, aponta o estudo Doing Business 2017, divulgado há algumas semanas.

O relatório mede a facilidade em fazer negócios em 190 países. No ranking geral, o Brasil ficou na 123ª posição, duas abaixo da classificação no relatório de 2016, quando ficamos em 121º lugar.

A classificação já não é das melhores, mas fica ainda pior se considerados alguns indicadores específicos. Na medida sobre pagamento de impostos, por exemplo, ficamos em 181º lugar.

Veja abaixo três indicadores levantados pelo Banco Mundial e que ajudam a explicar por que é tão difícil empreender no Brasil (foram considerados os dados de São Paulo e Rio de Janeiro):

O que mais chama a atenção neste indicador é o número de dias necessários para abrir uma empresa no Brasil, em especial em São Paulo. Enquanto nos países da OCDE esse número não chega a 10 dias, para os negócios paulistanos ele ultrapassa os 100 dias.

Neste indicador, o dado mais revelador é o índice de eficiência dos direitos legais. No Brasil, temos uma marca de apenas 2 (de uma escala que vai de 0 a 12), o que mostra a fragilidade da proteção nas relações de crédito.

Aqui, o que chama a atenção é o absurdo número de horas que gastamos no Brasil com pagamento de impostos. A alíquota total de imposto também é mais alta que a média na América Latina e na OCDE.

Comentários

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  1. Isso não reflete muito a realidade ou explicando melhor, o buraco é muito mais em baixo… para vc produzir por exemplo uma porta de aluminio, vai precisar de um funcionário 1 , energia elétrica 2, a máquina de corte 3 , o disco de serra 4 , talvez o ponto para a firma 5…
    1 O funcionário é cheio de direitos que não existem em outros cantos do mundo ( Jabuticaba ), 13°, gratificação extra, hora extra dobrada, e estou sempre escutando de algum que tenta tirar um proveito jurídico de alguma forma….
    2- 0,75 o kw, se for comparar com qualquer outro país é super caro…nos eua é 0,20kw de dolar, porem eles ganham em dolar, e pagam em dolar…não façam a conta burra de coverter.
    3 máquinas do brasil são muito caras…aquelas que não entram no padrão de consumo grande… são caras
    4 Discos de serras bons, são quase 200 reais cada… quase 25% de um salário minimo
    5- aluguel…. sempre caro

    transporte de mercadorias… para transportar uma caixa de qualquer coisa entre rj é sp é no minimo de 80 a 150 reais… se for coisa barata……e pequena…

    sem falar que temos que enviar 2,3 emails, ligar várias vezes para conseguir um orçamento de um funcionário, etc….

    vai querer uma certidão, enviar um dinheiro para o exterior, se cadastrar no radar, tirar um nada consta, negociar uma dívida, se um funcionário torcer uma unha…atualizar um boleto, fora um monte de multas, não se pode sair em paz na rua….

    Essa pesquisa não é bem dessa maneira não….o buraco é mais em baixo… infelizmente.

  2. Carlos Filho

    Em toda nação séria, o governo existe para servir ao povo, mas aqui é diferente…e como é!!! Aqui o (des)governo só existe para se servir do povo, ou seja, não passamos para eles de meros CPF’s ou CNPJ’s que pagam impostos do berço ao túmulo praticamente sem nenhuma contra-partida. Qual é o pior sócio que uma empresa tem no Brasil? O governo é claro! Leva boa parte do seu lucro e ainda para horror dos empresários internacionais, taxam a produção em vez da renda, como no resto do mundo saudável. Em tudo, mas tudo mesmo o maldito governo cobra sua parte, seja ele municipal, estadual ou federal, o que nos torna um país simplesmente ridículo perante a comunidade mundial. Assim os ricos (e os muuuuiiiittto ricos) podem viver em paz com seu imenso capital acumulado (nada contra ter dinheiro), mas nós simples empresários mortais somos submetidos a uma situação muito estressante, na qual o nosso futuro é determinado ao sabor das conveniências dos poderosos (banqueiros etc e tal), os quais urdem seus planos maquiavélicos exploratórios, junto à malfadada corja política. Não precisamos de políticos, aliás ninguém precisa deles a não ser os larápios de plantão.m Precisamos é de administradores sérios e competentes, o que não deve tardar a acontecer, pelo andar da carruagem.