Patinetes da Cabify chegarão ao Brasil nos próximos meses

A Movo, marca que surgiu do aplicativo espanhol de mobilidade urbana e se tornou independente, chegará ao país no segundo semestre deste ano

A guerra das marcas de patinetes elétricas ganhou mais um capítulo, que promete acirrar a competição pela micromobilidade nas capitais brasileiras. A Movo, marca que surgiu do aplicativo espanhol de mobilidade urbana Cabify, chegará ao país nos próximos meses.

A informação foi revelada hoje pela própria Cabify, em evento à imprensa em São Paulo. A Movo estará nas ruas brasileiras no segundo semestre deste anos, com de cinco a dez mil patinetes elétricas em quatro a cinco cidades.

“O Brasil é um país estratégico ao grupo. Já é um dos maiores mercados de mobilidade urbana do mundo e o segmento está desenvolvendo-se muito, especialmente nos últimos anos”, afirmou Pedro Meduna, novo gerente geral da Cabify no Brasil. A região representa um dos três maiores mercados da Cabify, dividindo o pódio com Espanha e México. “As scooters já estão voando para cá.”

A marca nasceu dentro da Cabify, mas já se tornou um negócio independente. Hoje, opera em cidades como Madri (Espanha), Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina), Cidade do México (México), Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile) oferecendo motos e patinetes elétricos compartilhados para aluguel.

A ideia é que o usuário consiga usar sua patinete elétrica pelo próprio aplicativo da Cabify, complementando a oferta de mobilidade urbana da startup espanhola e a base de usuários.

Com o movimento, o custo de aquisição de novos usuários tanto para ela quanto para a Movo é reduzido. A Cabify também se posicionará mais como uma marca não apenas de caronas e táxis (pela união com a brasileira Easy Taxi), mas de “mobilidade como um serviço” (MaaS, na sigla original).

Fundada em 2011, a Cabify expandiu para a América Latina depois de poucos meses do início da operação. A empresa está presente em quase 100 cidades na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Panamá, Peru, Uruguai, Portugal e República Dominicana. Nesses doze países, atende sete milhões de usuários e 50 mil empresas por 200 mil motoristas parceiros e mais de 1,5 mil funcionários.

A Movo terá sua principal concorrência na Grow, união entre a mexicana Grin e a brasileira Yellow com uma frota de 135 mil bicicletas e patinetes elétricas e cinco milhões de usuários atendidos. Também existem competidores futuros, como os planos de a Uber lançar a marca de bicicletas elétricas Jump no país em 2019.

Com ou sem regulações, o mercado brasileiro de micromobilidade está cada vez mais quente.