Para estes negócios, o dinheiro veio com o uso inteligente da internet

Empreendimentos pelo Brasil fazem uso de anúncios personalizados, buscadores, lojas virtuais e redes sociais para atingir novos consumidores

Quatro a cada dez pequenos e médios negócios brasileiros ainda não possuem uma presença online — pode ser um endereço físico cadastrado nas buscas, um site ou uma página nas redes sociais. São medidas que não pedem nenhum investimento inicial além da dedicação do empreendedor e podem ser o que faltava para deslanchar o empreendimento.

Que o digam negócios tão diversos quanto a loja virtual para noivas O Amor É Simples, o restaurante Espaço Tibet e a assinatura de lanches infantis Snack Saudável. Cada um dos empreendimentos apostou em diferentes estratégias online para atraírem consumidores e, com isso, alcançarem o sucesso.

Os donos de negócio contaram suas trajetórias em um evento para pequenas e médias empresas realizado nesta semana no escritório do Google, em São Paulo.

Buscas, sites e anúncios

Larissa Souza dos Santos criou a Snack Saudável em março de 2016, em Rondônia. Mãe de duas filhas pequenas, a empreendedora tinha o desafio de preparar um lanche saudável e lidar com a correria do dia a dia ao mesmo dia. Vendo como o lanche dos amigos era cheio de produtos industrializados e como outras mães também não tinham muito tempo para preparar a melhor alimentação, decidiu criar um negócio que montasse a lancheira saudável dos pequenos alunos em troca de uma mensalidade.

A Snack Saudável começou com 18 clientes, fazendo Santos abandonar o emprego e começar a empreender em tempo integral. O negócio expandiu por meio do franqueamento e hoje tem 60 franquias. De acordo com Santos, a internet se tornou o principal canal para conseguir mais clientes e, depois, franqueados. “A cada três franquias vendidas, duas surgem do Google. É um perfil selecionado de buscador, geralmente quem já tem algum capital para investir e procura um negócio em alimentação saudável.”

Larissa Souza dos Santos, da Snack Saudável Larissa Souza dos Santos, da Snack Saudável

Larissa Souza dos Santos, da Snack Saudável (Luciana Aith/Google/Divulgação)

Para os cônjuges e empreendedores Adriana Shak e Ogyen Shak, criar um site gratuito por meio da plataforma Google Meu Negócio foi um divisor de águas. 

Os Shak são donos do restaurante Espaço Tibet, próximo a Gramado (Rio Grande do Sul). Com uma página na web feita em 2013, os empreendedores começaram a aparecer em buscas e a postar fotos e vídeos do restaurante. Depois, investiram em anúncios personalizados para quem está viajando a Gramado.

“A interação que temos no site e nos anúncios é importante. Sempre respondemos os comentários e interagimos com nossos clientes, construindo credibilidade”, diz Adriana. A casa tem 11 funcionários e recebe de 1.200 a 1.600 clientes mensalmente.

Adriana Shak e Ogyen Shak, do Espaço Tibet Adriana Shak e Ogyen Shak, do Espaço Tibet

Adriana Shak e Ogyen Shak, do Espaço Tibet (Luciana AIth/Google/Divulgação)

Por fim, Laís Ribeiro é uma das sócias da loja virtual de vestidos de noivas O Amor É Simples. Criado em 2014, o negócio foca em vestidos de casamento mais acessíveis e leves. Para validar a ideia de negócio, Ribeiro e suas sócias verificaram a busca crescente por roupas do tipo por meio da plataforma Google Trends. Até hoje, o empreendimento já atendeu 1.400 noivas.

Mesmo tendo uma loja física em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), a empresa continua usando seu site para captar todas as suas clientes — metade delas vêm do Google. A empresa investe 60% do seu orçamento em anúncios no Google Ads e colhe 66 reais e cada real investido na plataforma de publicidade paga.

“Além de uma aquisição de consumidoras completamente online, usamos o histórico de compras e formulários para definir como será nossa próxima coleção”, diz Ribeiro.

Laís Ribeiro, da loja virtual O Amor É Simples Laís Ribeiro, da loja virtual O Amor É Simples

Laís Ribeiro, da loja virtual O Amor É Simples (Luciana Aith/Google/Divulgação)

O poder da presença online

No último ano, as ferramentas de busca e publicidade do Google ajudaram a movimentar 41 bilhões de reais em atividade econômica para 60 mil negócios. O Brasil é um dos cinco maiores mercados para a empresa, desde as buscas até a plataforma de vídeos YouTube. 

De acordo com a gigante de tecnologia, seis a cada dez potenciais consumidores descobriram empresas primeiro pelo buscador Google em 2018. Estabelecer uma presença nas pesquisas permite atingir novos consumidores, independentemente do tamanho e da maturidade da empresa, afirmou Rodrigo Rodrigues, diretor de soluções de marketing do Google. Consumidores têm quatro vezes mais chance de considerarem sua empresa confiável se encontrarem comentários, promoções e respostas a outros clientes.