Oferta Única customiza sites para se manter no mercado de compras coletivas

O site passou a fornecer sua plataforma para outras empresas que queiram entrar no mercado de compras coletivas

São Paulo – Um dos maiores fenômenos do mercado de internet nos últimos tempos foi a onda dos sites de compras coletivas. Desde a criação do Grupon, nos Estados Unidos, em 2009, milhares de empreendedores se arriscaram a copiar o modelo. Já com ações na Bolsa, o Groupon segue no mercado, mas muitos se deram mal no setor.

Um levantamento feito pelo InfoSaveMe indica que existem 800 sites do tipo no Brasil. No final do ano passado, eram 1050 negócios. A queda tem se reforçado a cada mês, mas há quem acredite que o mercado está bem consolidado.

Assim como muitos empreendedores, Antonio Mouallem e Rodrigo Monzoni criaram o Oferta Única em junho de 2010.

Com tantos competidores, os empresários encontraram uma brecha para sobreviver no mercado. “A partir do meio do ano passado a gente percebeu uma oportunidade em outra linha, que é a plataforma customizada”, diz Mouallem, CEO do site. O Oferta única soma mais de 400 ofertas diárias e já recebeu investimento de mais de 20 milhões de reais em estrutura.

O primeiro trabalho foi criar um site exclusivo para o apresentador Carlos Massa, o Ratinho. “Ele tinha um apelo de marketing e isso deu muito certo”, conta. Além do apresentador, outras 30 companhias como Banco BMG, Ticket, Grupo Silvio Santos e Grupo Multi criaram seus próprios sites usando a plataforma. “Buscamos parceiros estratégicos, com forte em marketing ou na área comercial”, conta.

Neste modelo, o Oferta Única passa a ser um gerenciador de vários sites de compras coletivas específicos, fornecendo sistemas e outros recursos. “O site fica com a parte comercial e de marketing próprios e o restante é compartilhado”, explica.


Esta foi a solução que os empreendedores encontraram não só para permanecer no mercado, mas também para crescer. “Nosso objetivo é ampliar através dos sites locais. A abrangência hoje é de 65 cidades e a expectativa é chegar a outras 200, além de 500 mil cupons por mês até o final do ano”, diz.

Além dos sites customizados, a chamada Plataforma Oferta Única administra também campanhas provisórias de empresas que querem usar as compras coletivas para publicidade.

“É um mercado que a entrada de muito amador prejudicou a imagem para o consumidor. A nossa expectativa é que esses amadores já saíram ou estão saindo e o consumidor vai voltar a olhar para as compras coletivas”, defende.

Neste novo formato, a receita do site é dividida em três: uma parte é do próprio Oferta Única, outra é paga para as equipes de cada site e, por fim, a parcela que sobra para o estabelecimento que anuncia.