Fofoca no trabalho? É melhor cortar o mal pela raiz

Sempre há alguém espalhando fofocas no ambiente de trabalho. O melhor que um empreendedor pode fazer é cortar o mal pela raiz

São Paulo – Comentar a vida dos outros faz parte da natureza humana. Quando o papo gira em torno das coisas de trabalho, a tentação de espalhar uma novidade é enorme. O convívio quase diário e a intimidade que se estabelece entre os empregados é meio caminho andado para a proliferação do ti-ti-ti. Cabe ao empreen­dedor saber lidar com a si­tua­­ção antes que o disse me disse se espalhe como um rastilho de pólvora pelos corredores, derrubando a produtividade e a motivação da equipe.

Para começo de conversa, é preciso entender os dois tipos de fofoca que costumam circular no escritório. Cada um deles requer um tipo de posicionamento. O primeiro caso é o da boataria sobre os rumos do negócio. Ela acontece quando não há clareza nem transparência na comunicação da empresa.

Volta e meia ouvem-se burburinhos sobre corte de custos, fechamento de departamentos e demissões. Pouca gente consegue trabalhar direito em meio a essas especulações. Mas a verdade é uma só: quando não existem bons canais oficiais de comunicação, as trocas vão ocorrer informalmente — ou seja, na conversinha do café e na “rádio peão”.

O empreendedor deve ser transparente para minar a conversinha dos fofoqueiros. Reuniões periódicas para explicar as metas da empresa, mostrar balanços e compartilhar boas notícias costumam ser uma forma eficiente de manter a equipe unida e mais segura.

O segundo tipo de fofoca ocorre quando um colega de trabalho fala mal do outro. Já tive de lidar com esse problema. Certa vez, numa das empresas em que trabalhei, uma pessoa da minha equipe começou a criar intrigas. Ela ficava falando mal do comportamento de um colega para o outro. Pior: tentava disseminar a desconfiança no trabalho, espalhando comentários maliciosos sobre os companheiros.

Em resumo, ela inventava uma porção de mentiras. Foi péssimo. Quando todos perceberam o que estava acontecendo, cortei o mal pela raiz — demiti o fofoqueiro. Uma lição que tirei dessa história é sempre desconfiar de quem vive encontrando problemas na conduta dos colegas. Quando isso acontece, chamo logo o linguarudo para uma conversa. Não tolero alguém que incentiva os outros a perder tempo com bobagens.

Bel responde

Como saber se estou sobrecarregando um funcionário?
Rodrigo Vinícius de Carvalho | Giovanna Iris — Formiga, MG

Uma boa maneira de avaliar se um funcionário está sobrecarregado é verificar o resultado final das tarefas que ele entrega. Se a pessoa não está entregando suas tarefas com qualidade ou frequentemente desrespeita os prazos combinados, é possível que ela esteja com excesso de atribuições.

Numa hora dessas, o melhor a fazer é ter uma conversa bastante franca com o empregado sobre o assunto. Às vezes, o problema é que ele está desmotivado — e não necessariamente sobrecarregado. O baixo desempenho pode ser explicado por outras razões. A pessoa não gosta do que faz ou se acha incapaz de dar conta do trabalho sob sua responsabilidade, por exemplo. Cabe ao empreendedor distribuir tarefas de acordo com o perfil e a aptidão de cada um.

Às vezes, na correria do dia a dia, fica difícil enxergar se as pessoas estão confortáveis com suas atribuições. No entanto, entender as motivações de cada um é essencial para assegurar a produtividade e a qualidade de vida da equipe. Se o dono da empresa não tem tempo de fazer essa análise cuidadosa, é importante delegar a função para um gestor.

Quais são as ações de marketing mais eficazes para uma pequena empresa?
Mariana Falcão | Mr. Veggy — São Paulo, SP

Depende do tipo de negócio e da verba disponível. Se sua empresa atua no comércio eletrônico, pode ser que faça mais sentido anunciar no Facebook e no Google Adwords. Se o público é majoritariamente composto de jovens, considere divulgar sua marca em alguma rede social mais descolada, como o Pinterest e o Instagram.

Caso a empresa atue no varejo tradicional, é aconselhável criar ações promocionais nos pontos de venda, como distribuição de amostras grátis. As possibilidades são inúmeras.

O difícil é medir o retorno sobre o investimento. Alguns empreendedores dedicam muito tempo à elaboração de um plano de marketing e se esquecem de que o mais importante é mensurar os resultados. Certifique-se de que os custos estejam sendo compensados pelo aumento das vendas. 

Quais aplicativos você usa para aumentar a produtividade?
Maria Clara Germano | Baille — Volta Redonda, RJ 

Minha produtividade está muito relacionada ao uso do celular. Por isso, estou sempre mexendo no aparelho enquanto me desloco de um lugar para outro. É incrível o tempo que eu economizo resolvendo pendências pelo celular. Uso bastante o Dropbox. O aplicativo me ajuda a armazenar e a consultar materiais importantes, como apresentações de PowerPoint e planilhas financeiras de minha empresa.

Outra ferramenta ótima é o WhatsApp, porque me permite conversar instantaneamente e sem custo com meus funcionários usando a função de áudio. Além disso, envio fotos de notas fiscais e outros documentos para o pessoal da contabilidade.Também recomendo o Evernote, em que é possível separar as anotações por categorias.

Dessa maneira, não perco nenhuma informação importante do meu dia porque consigo anotar tudo e armazenar meus documentos de forma organizada. O Google Drive, por sua vez, me auxilia a compartilhar ideias de novas áreas de negócio para a FazINOVA com meus funcionários. A ferramenta permite acessos simultâneos, então todos podem propor melhorias às minhas sugestões. Muitos projetos já saíram desse tipo de colaboração online.