Fim de uma era? Kardashians desativam apps pagos e dão lição de negócio

Kim Kardashian West, Khloé Kardashian, Kourtney Kardashian e Kylie Jenner anunciaram que não atualizarão seus apps próprios em 2019

São Paulo – O clã Kardashian-Jenner soube muito bem ir de um mero grupo de famílias abastadas e bem conectadas para uma marca transmídia e bilionária. Kim Kardashian West, Khloé Kardashian, Kourtney Kardashian, Kendall Jenner e Kylie Jenner não são apenas socialites, mas influenciadoras na televisão, nas redes sociais e em aplicativos próprios. Até agora.

Isso porque as celebridades pararão de atualizar seus apps neste ano. Em seu site, Kim publicou um comunicado afirmando que ela e suas familiares “tiveram uma ótima experiência se conectando pelos apps” com seus fãs, mas tomaram a “difícil decisão” de descontinuar as aplicações, criadas há três anos. A nota foi replicada por Kylie e Khloé em seus respectivos sites. Kendall foi mais adiantada e fechou seu app próprio já em 2018.

Por trás desse anúncio está uma lição de negócio. Os modelos de monetização já existentes das Kardashian-Jenner acabaram colidindo com os apps próprios e, com isso, mataram o empreendimento estreante.

Negócios canibais

Tais aplicativos próprios, vale lembrar, tinham um modelo de monetização. Por uma assinatura mensal de 2,99 dólares, fãs tinham acesso a vídeos, posts e figuras nunca antes vistas das socialites-empreendedoras, que davam seu toque pessoal a cada aplicativo. Kim Kardashian West focava em beleza; Khloé Kardashian falava sobre fitness; Kourtney Kardashian compartilhava informações sobre saúde e bem-estar; Kendall Jenner priorizava conteúdos sobre moda; e Kylie Jenner postava tutoriais de maquiagem e sugestões musicais.

Para o site Variety, uma razão que pode explicar o insucesso dos apps é o alto compartilhamento que as Kardashian-Jenner já fazem em redes sociais, como o Instagram. O hábito rende mais de 120 milhões de seguidores nas páginas de Kim Kardashian e de Kylie Jenner, por exemplo, mas acabou canibalizando o negócio complementar dos aplicativos pagos.

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Como as Kardashian-Jenner ganham dinheiro?

O fim de seus apps monetizados pode parecer um sinal de alerta. Mas Kim, Khloé, Kourtney e Kylie não precisam desesperar-se. Sua exposição e sua estratégia de comunicação direta pelas redes sociais gera receitas em outras frentes.

Em agosto do ano passado, a revista Forbes chamou Kylie Jenner de “a mais nova bilionária por esforços próprios” dos Estados Unidos, superando o criador do Facebook Mark Zuckberg. Jenner foi avaliada em 900 milhões de dólares, e isso em “termos conservadores”. Em três anos, a principal fonte de fortuna para a bilionária de agora 21 anos de idade foi a marca Kylie Cosmetics, famosa por seus produtos para lábios.

Em segundo lugar está Kim Kardashian, a mais conhecida do clã. Sua fortuna é estimada em 350 milhões de dólares e provém principalmente da linha de beleza KKW. Vale lembrar que ela é dona de um jogo para celular que ainda está ativo, chamado Kim Kardashian: Hollywood. O game gerou uma receita de 220 milhões de dólares desde 2014, por meio de microtransações e anúncios embutidos no aplicativo. A criadora do jogo, Glu Mobile, ficou tão otimista com os ganhos que criou outro mobile game inspirado nas socialites, chamado Kendall and Kylie.

As outras integrantes do clã Kardashian-Jenner possuem ganhos mais modestos. A fortuna de Khloé Kardashian é estimada em 40 milhões de dólares, enquanto Kourtney está avaliada em 35 milhões de dólares. Kendall Jenner possui ganhos projetados entre 18 e 30 milhões de dólares.

Vale lembrar que todas possuem ganhos em contratos publicitários e cachês por suas participações no reality show Keeping Up With The Kardashians. Que fala, para variar, sobre elas próprias.