Empresários trazem “vending machine” que recicla ao Brasil

Máquina norueguesa recolhe embalagens e emite cupons de incentivo para o consumidor

São Paulo – Com um investimento de R$ 250 mil, uma dupla de empresários brasileiros traz ao Brasil um novo conceito em reciclagem: uma vending machine que recolhe embalagens descartadas e, de quebra, premia o consumidor pelo volume retornado.

Os sócios Thiago Von Gal e Felipe Kurc importaram a ideia da Noruega e fundaram a Susten Trading para vender com exclusividade no Brasil os produtos da marca escandinava Tomra, que tem mais de 100 mil máquinas de coleta de recicláveis espalhadas pelo mundo.

Ao recolher a embalagem, a máquina é capaz de reconhecer o tipo de produto e o fabricante, fazendo um inventário completo dos produtos retornados.

Segundo os fundadores da Susten Trading, a máquina é uma alternativa para os fabricantes brasileiros que se tornarão responsáveis por recolher os produtos que colocam no mercado quando a Política Nacional de Resíduos Sólidos entrar me vigor – a lei foi aprovada, mas ainda depende de acordos setoriais para começar a ser cumprida de fato.

No momento, os empresários negociam com potenciais clientes para colocar as máquinas nos pontos de vendas. O fabricante pode usar a máquina para incentivar o consumidor a devolver os vasilhames, oferecendo cupons de desconto ou sorteio.

O aluguel de uma máquina custa em torno de R$ 2,5 mil mensais. “O custo é maior que o da tradicional lixeira colorida, mas o benefício também”, destaca Von Gal. Segundo o empresário, a máquina produz relatórios que ajudam as empresas a documentar os produtos que estão retirando do mercado.

“Funciona também como uma estratégia de marketing”, destaca Kurc. “Personalizamos a máquina com a arte da empresa, que além de cumprir o papel exigido por lei, vende uma imagem sustentável”, acrescenta.

Os empresários esperam ter cerca de 100 máquinas em funcionamento no país ainda nesta ano. A dupla acredita que há potencial para ter mais de 5 mil máquinas instaladas a longo prazo. A empresa projeta uma receita de R$ 850 mil para o seu primeiro ano de operação.