Disléxicos tendem a ser mais empreendedores, sugere documentário

Grandes empreendedores, como Steve Jobs e Henry Ford, estão na lista dos célebres disléxicos

São Paulo – Seriam os disléxicos mais propensos ao empreendedorismo? É o que sugere o documentário Journey into Dyslexia, que foi ao ar na TV norte-americana ontem (11/05) à noite.

Dos premiados diretores Alan e Susan Raymond, o filme mostra a história de diversas personalidades disléxicas de destaque, incluindo empreendedores de sucesso. 

Nomes de peso do mundo empresarial, como Richard Branson (fundador da Virgin), Ted Turner (magnata da mídia), John Chambers (CEO da Cisco) e até Henry Ford estão na lista dos que sofriam da condição ligada a dificuldades no aprendizado, especialmente na codificação das palavras.

“Há uma lista enorme de pessoas que são disléxicas – Thomas Edison, Steve Jobs, Einsten, Pablo Picasso, entre outros. Já é uma ideia bem aceita que essa forma diferente de organização do cérebro e do pensamento é muito inovadora, visionária e criativa”, disse Susan Raymond, em entrevista à HBO.

A relação entre dislexia e empreendedorismo foi objeto de estudos no passado. Uma pesquisa de 2004, da Cass Business School, concluiu que 20% dos empreendedores ingleses eram disléxicos – média bastante superior à porcentagem de disléxicos na população do país, que era de 4%.

Nos Estados Unidos, os mesmos pesquisadores obtiveram resultados ainda mais impressionantes: 35% dos empreendedores entrevistados eram disléxicos. De acordo com o estudo, os disléxicos seriam mais propensos a delegar tarefas e se sair bem na resolução de problemas e ao falar em público.