iFood vai destinar R$50 mi em fundo para pequenos restaurantes

Empresa de delivery anunciou três medidas que irá adotar para tentar minimizar os efeitos da crise sobre os parceiros da plataforma

A empresa de delivery brasileira iFood divulgou na noite desta quarta-feira 18 que irá destinar 50 milhões de reais do seu faturamento a um fundo de assistência a restaurantes, com foco especial nos pequenos estabelecimentos locais — fortemente impactados pela crise provocada pela pandemia de coronavírus.

O iFood também informou que irá antecipar os recebimentos dos restaurantes que operam na plataforma. Assim, todos que quiserem, poderão receber o pagamento sete dias após a venda feita pelo aplicativo. Pelos cálculos da empresa, isso irá injetar até 600 milhões de reais no mercado brasileiro.

Outra ação adotada pela companhia é a devolução de todo o valor cobrado em taxas sobre o serviço “para retirar”, em que o cliente encomenda o pedido pelo app do iFood, mas busca a entrega no restaurante.

De acordo com comunicado enviado à imprensa, a estratégia é uma forma dos restaurantes permanecerem “ainda como ponto de retirada de pedidos, o que mantém viva a atividade principal: o salão”. Hoje, 120.000 restaurantes brasileiros, em mais de mil cidades do país, usam o recurso. 

As ações vão entrar em vigor a partir do dia 2 de abril. Na próxima quarta-feira, dia 25 de março, a empresa irá apresentar detalhadamente como cada uma das novidades irá funcionar. “Para nós, é de extrema importância que sejamos parceiros desses estabelecimentos nos próximos meses para que, juntos, possamos atravessar este momento difícil”, escreveu a empresa.

Medidas de proteção

Nesta semana semana, o iFood também tinha anunciado a criação de um fundo de 1 milhão de reais para dar suporte aos motoristas parceiros que precisarem se ausentar pelo coronavírus. O entregador que ficar doente receberá um valor baseado na média dos repasses dos últimos 30 dias, proporcional aos 14 dias de quarentena. 

Estão aptos a receber o auxílio, entregadores que realizaram pelo menos uma entrega desde o primeiro dia de fevereiro e que foram autorizados pela plataforma até o dia 15 de março. Após abertura de um chamado para reportar o diagnóstico positivo de covid-19, o motorista terá a conta bloqueada por 14 dias e poderá enviar as evidências necessárias para receber o valor do fundo em até 30 dias.

Para minimizar a chance de contágio dos consumidores, a empresa habilitou a opção de “entrega sem contato”, utilizada também pela Rappi. A opção pode ser escolhida pelo cliente na hora de realização do pedido, que exige pagamento online. Na hora da entrega, o motorista deixará a encomenda no local sem interagir fisicamente com o cliente, deixando o pacote no local indicado.