A startup que quer acabar com o seu e-mail

Com menos de dois anos de vida e um crescimento impressionante, a startup Slack já vale 2,8 bilhões de dólares

São Paulo – Muitas empresas não imaginam trabalhar sem usar o e-mail. Pois uma startup americana quer acabar com essa ferramenta nos escritórios propondo colocar no lugar uma solução mais ágil e simples para a comunicação interna: o aplicativo Slack. Lançado no ano passado, o app permite trocar mensagens e arquivos, além de ter integração com outros serviços para melhorar a produtividade.

A meta de colocar fim aos endereços corporativos pode ser ambiciosa, mas não é totalmente infundada. Com menos de dois anos de vida e um crescimento impressionante, a startup já vale 2,8 bilhões de dólares e tem conquistado empresas em busca de mais eficiência na comunicação interna – para as brasileiras, ainda há a barreira da língua, pois o aplicativo não existe em português.

Segundo uma pesquisa feita pela startup, as empresas que pagam pelo serviço viram o uso do e-mail cair em 48,6%. O número de reuniões também caiu 25%, enquanto a produtividade aumentou 32%. A pesquisa foi feita com 1.629 usuários da versão paga do aplicativo.

Porém, o próprio CEO do Slack, Stewart Butterfield, afirma que o total extermínio do e-mail ainda vai demorar um tempo. “O e-mail será como a barata da internet”, afirmou o executivo em um evento em Dublin na semana passada, segundo o Business Insider. “Acredito que ainda teremos 30 ou 40 anos de e-mail”.

Hoje, o Slack tem 1,7 milhão de usuários ativos por dia, com uma média de 5 mil novos usuários diariamente. No total são 470 mil usuários que optam pela versão paga do serviço (com mais recursos).

A empresa já levantou 340 milhões de dólares em aportes e tem entre seus investidores fundos como Horizons Ventures, Digital Sky Technologies (DST Global), Index Ventures, Spark Capital Growth e Institutional Venture Partners (IVP).

Apesar de tanto sucesso, o Slack surgiu de uma história de fracasso. Butterfield e sua equipe queriam deslancham com o desenvolvimento de games. Porém, o negócio não deu certo e eles resolver investir no aplicativo de comunicação que haviam desenvolvido para conversar internamente.

O que era apenas uma ferramenta secundária se tornou um produto de sucesso. Antes do Slack, Butterfield já havia ajudado a criar o serviço de compartilhamento de imagens Flickr.