Concorrente do Rappi chega com tudo no Brasil, após aporte de R$ 500 mi

A startup espanhola de delivery Glovo anunciou um aporte de 115 milhões de euros. O negócio quer fazer o Brasil se tornar seu maior mercado em 2019

São Paulo – O aquecido mercado de delivery brasileiro ganhou mais um player ambicioso e capitalizado. A startup espanhola Glovo, criada em 2015, anunciou um investimento série C de 115 milhões de euros (na cotação atual, cerca de 500 milhões de reais) por parte de seis investidores, incluindo a gigante japonesa de e-commerce Rakuten.

O principal objetivo com o dinheiro arrecadado é expandir em mercados com grande potencial. Isso inclui o Brasil, que deve se tornar a maior operação da Glovo até o próximo ano. O mercado brasileiro é grande – assim como a concorrência, que vai desde empreendimentos de delivery generalizados aos de nicho.

Como funciona?

Os empreendedores Miguel Vicente, Oscar Pierre e Sacha Michaud criaram a Glovo há pouco mais de três anos, em Barcelona (Espanha). A ideia da startup é ser um marketplace de tudo que há ao redor do usuário, de flores e presentes até restaurantes e supermercados, conectando estabelecimentos, consumidores e entregadores. Apertando um botão de varinha de condão no aplicativo para Android e iOS, o entregador (chamado de “glover”) retira produtos no empreendimento determinado e os entrega ao usuário.

A Glovo se monetiza de três formas: os estabelecimentos pagam um percentual sobre os pedidos gerados pela plataforma, além de 110 reais em troca de uma impressora de pedidos, que fica no próprio negócio; o consumidor paga uma taxa de 6,90 a 9,90 reais pela entrega, que é repassado integralmente ao “glover”; por fim, o entregador paga uma taxa fixa de 20 reais por semana para manter-se conectado ao aplicativo. Essa receita é direcionada tanto para o desenvolvimento e manutenção da plataforma quanto para o suporte ao cliente, que é totalmente feito pela startup.

Investimento e expansão

A Glovo operava em apenas quatro países europeus – Espanha, França, Itália e Portugal – e começou a se expandir na virada para 2018. Hoje, já são mais de 60 cidades em 17 países. Além dos quatro países citados, Brasil, Equador, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Panamá, Costa Rica, Guatemala, Romênia, Turquia, Egito e Marracos completam a lista. Globalmente, a Glovo atende um milhão de pedidos mensais e possui 6 mil estabelecimentos na plataforma.

Na América Latina, a Glovo entrou por meio de uma joint-venture com o aplicativo de mobilidade urbana Cabify. Além de ambas serem espanholas, possuem investidores em comum. A Glovo se tornou sócia de 30% da Cabify na região e assumiu o serviço Cabify Express, que entregava documentos.

A entrada em terras nacionais começou em fevereiro, no estado de São Paulo. De acordo com Bruno Raposo, gerente regional da Glovo no Brasil, o mercado de delivery corresponde de 30 a 40 milhões de entregas mensais, seja por meio de aplicativos ou por meios mais tradicionais, como o telefone. O Brasil está entre os cinco maiores países da Glovo, mas a tendência é que se torne a maior operação em número de pedidos em 2019, ultrapassando a matriz espanhola. A Glovo opera em 12 cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, e espera chegar a 20.

De acordo com o veículo europeu Tech.eu, a Glovo é avaliada em 300 milhões de euros com o novo aporte. Os 115 milhões de euros serão usados para consolidar a startup nos 17 países em que já atua, especialmente nas cidades de maior potencial, e adicionar outras cinco regiões na América Latina, no Leste Europeu ou no norte do continente africano.

A meta é fazer entregas em até 30 minutos, o que inclui ter de fortalecer a equipe de tecnologia. “Todos os países em que atuamos estão recrutando engenheiros e programadores, tanto para trabalhar nos próprios locais quanto em Barcelona”, diz Raposo. Com uma entrega mais rápida, o usuário recebe seu pedido mais intacto – enquanto os estabelecimentos e entregadores conseguem atender mais pessoas.

É assim que a Glovo quer bater outros players fortes no Brasil, como a colombiana Rappi, com 192 milhões de dólares em investimentos (721 milhões de reais), que também entrega de tudo. Também há concorrentes especializados em algumas verticais de entrega, como a Supemercado Now. A batalha de qual aplicativo de delivery entrega o melhor serviço, da comida quentinha às vendas adicionais aos estabelecimentos, está longe do fim.

Comentários
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  1. Rafael Barizon

    Vão ter que se esforçar muito porque ta bem ruim e desorganizado… cupom que não funcionam, cobrança indevida, cupom de indicação que não funciona pra pessoa indicada etc.