Competição para a Rappi: Glovo cria plano mensal de entregas por R$ 16,90

Mercado de delivery está aquecido no país e players se enfrentam inclusive nas formas de cobrança dos consumidores

Nas grandes metrópoles brasileiras, cada faixa de trânsito é um espaço de disputa para motoboys de diversas gigantes e startups entregando de tudo. Negócios como o brasileiro iFood, o americano Uber Eats, o colombiano Rappi, o espanhol Glovo e o também brasileiro Loggi armaram-se de grandes investimentos para aproveitar o quente mercado de entregas curtas. Apenas o conhecido delivery de alimentos faturou mais de 10 bilhões de reais no ano passado. No mesmo período, o comércio eletrônico faturou 59,9 bilhões de reais e enviou 203 milhões de pacotes.

Essa guerra acabou de ganhar mais um campo de batalha. A Glovo anunciou um plano de assinatura mensal que permite entregas grátis ilimitadas, chamado Glovo Prime. O pagamento funciona para todas as verticais do negócio espanhol de multidelivery, como bebidas, farmácias, presentes, restaurantes e supermercados.

O nome do serviço lembra o Rappi Prime, assinatura mensal cobrada pela concorrente colombiana. Bruno Raposo, gerente regional da Glovo no Brasil, afirma que o termo “Prime” foi capitaneado pela Amazon e usado desde 2005.

“Como a Glovo tem como objetivo simplificar a vida do usuário, fazia sentido usar um termo que já está bem difundido no mundo de tecnologia.”

A mensalidade na Glovo será de 16,90 reais, um pouco abaixo dos 19,90 cobrados no Rappi Prime. As entregas grátis decorrentes da mensalidade paga à Glovo valem apenas para pedidos acima de 30 reais, enquanto na Rappi valem para encomendas acima de 20 reais.

O Glovo Prime já está disponível na sede da Glovo, a Espanha, desde novembro de 2018. No início deste ano, chegou a países como Itália, Argentina, Chile e Peru. Agora, em fevereiro, começa no Brasil. “O Brasil é o país com grande população e, consequentemente, possui grande potencial”, diz Raposo.

O serviço de multidelivery está presente em 21 países. A Glovo anunciou em agosto de 2018 um aporte de 115 milhões de euros (ou 500 milhões de reais), dos quais “dezenas de milhares” seriam colocados no mercado brasileiro, onde a startup atua desde fevereiro do mesmo ano. O negócio pretende chegar a 34 cidades no país até o fim deste ano e não abre números de usuários. Um cessar-fogo entre serviços de delivery não está no horizonte em terras brasileiras.