Como criar startups de tecnologia

Especialistas destacam a importância de buscar um investimento, além de fortalecer rede de contatos e montar um plano de negócios consistente

São Paulo – Empresas inovadoras de tecnologia devem buscar investimento externo para sobreviverem ao mercado. A afirmação é de especialistas em startups do ramo durante palestra na Campus Party, nesta sexta-feira. O risco, segundo eles, é a perda de espaço para empresas dispostas a arriscar mais.

Diretor executivo e sócio fundador da Confrapar, Carlos Eduardo Guilhaume ressalta que uma empresa, especialmente de tecnolgia, não tem forças de crescer sem recursos. “Para ser grande, vai precisar contratar, fazer marketing, desenvolver produtos e, para isso, tem que ter dinheiro ou uma semana depois vai aparecer uma ideia parecida com a sua com pretensão de crescer e vai te engolir”.

De acordo com ele, a tecnologia sempre será a mola de crescimento e é o foco da investidora. “A Confrapar já tem dois fundos operando, um de 40 milhões de reais em Minas Gerais e outro de 50 milhões de reais, no Rio de Janeiro. Vamos lançar outro nacional, de 200 milhões, em junho”. Segundo Carlos, o plano de negócios é fundamental. “Precisa saber e traçar um modelo de negócios claro, saber como vai ganhar dinheiro”.

Para o consultor do Sebrae-SP Renato Fonseca de Andrade, adentrar no ramo da tecnologia exige o entendimento do meio. “É essencial começar a perceber que se faz parte de um ecossistema formado não apenas pelo mercado e pelos concorrentes, mas também por desenvolvedores, investidores, funcionários. Por isso, é importante estabelecer relações e formar rede de contatos.”


Oferecer felicidade
A diretora de Inovação e coordenadora do MBA Technology Ventures: Negócios e Empreendedorismo 2.0 da FIAP, Nathalie Trutmann, acredita que o sucesso está na venda de sonho aos consumidores. “Não adianta ter bons serviços sem gerar explosões de felicidade no consumidor”. Como destacou, para que uma empresa crie, capture e entregue valores, tem que saber lidar com quem trabalha no projeto. “Tem que haver confiança nos funcionários, porque assim vai criar um ambiente livre e legal para ele trabalhar”

“A grande aposta é aliar sonhos com a busca da excelência. Isso tem a ver com equilíbrio que começa com o auto conhecimento, para em seguida passar pelo conhecimento da equipe, do mercado, dos clientes. tudo o que tem pela frente para realizar sonho tem que ser compartilhado, não pode ser egoísta”, avaliou o mediador da palestra, Nei Grando.

Dica
Para o consultor do Sebrae, ao decidir buscar um investidor, o empreendedor deve ter em mente o curto tempo disponível para a apresentação da proposta, com foco no que o diferencia de tantos outros que já buscaram o venture capital para angariar fundos. “É sempre importante pensar no que o investidor quer ouvir, se preparar para levar a mensagem, o que faz e o que a empresa pretende em poucas palavras.”

Ele complementa a dica de Renato Andrade. “Pense numa frase que consiga contar o que sua empresa faz para que o investidor possa entender como é o mercado que está entrando e qual o potencial do empreendimento.”