Aprenda de vez a separar contas pessoais do caixa da empresa

Separar o dinheiro da empresa das contas e despesas pessoais é medida salutar e fundamental para o sucesso de qualquer negócio.

Como ter as contas da empresa separadas do meu orçamento pessoal?
Eduardo Camillo Pachikoski, especialista em gestão de empresas

Separar o dinheiro da empresa das contas e despesas pessoais é medida salutar e fundamental para o sucesso de qualquer negócio.
A falta de segregação das contas impossibilita uma efetiva visualização de despesas e custos do negócio, de forma a poder aferir sua rentabilidade, seja uma atividade comercial ou uma manufatura, sendo que este último tem um grau maior de complexidade na definição de custo, preço e rentabilidade.

Vale aqui o velho e sábio ditado: “Quem não mede não controla”.

Nada mais verdadeiro. Como aferir quanto seu negócio é rentável ou se você precisa reduzir custos e melhorar o preço de seus produtos ou serviços se todos os custos e despesas do negócio estão misturados com o aluguel da sua casa, as despesas do seguro do carro de seu filho, a conta do cartão de crédito, e por aí vai?

Para se ter um nível de controle minimamente desejável, o primeiro passo é abrir uma conta bancária específica para movimentar, exclusivamente, o dinheiro do negócio. Todos os recebíveis devem ser creditados nessa conta e todos os pagamentos tais como: contas com funcionários, fornecedores etc também.

A disciplina é mandatória. Caso haja algum imprevisto com suas contas, um vale deve ser emitido e considerado como adiantamento.
Para um adequado controle dos custos do negócio, que vai ajudar você na definição do preço de venda de seu produto ou serviço, é necessário ter um sistema de custos contábil. Mas para isso você vai precisar da ajuda especializada de um bom contador.

Se isso for complicado para você, comece com o básico, desenvolva uma planilha de custos, onde você vai separar, por natureza, todos os componentes de custos relacionados aos serviços ou à produção.

Desta forma, será possível identificar os custos fixos, ou seja, aqueles que são independentes do volume de serviços prestados ou da produção, tais como aluguel, folha de pagamento, alimentação, limpeza e conservação etc.; e os custos variáveis, que são aqueles que vão aumentar de acordo com o volume de serviço ou produção, por exemplo, matéria prima, material auxiliar de produção etc. Complicado? Não, só no começo! Peça ajuda ao seu contador que as coisas ficam bem mais fáceis.

Não esqueça de estabelecer uma retirada fixa para remunerar o seu trabalho. Essa é uma medida salutar para possibilitar o sucesso da segregação das contas pessoais das de seus negócios. Não esqueça – disciplina. Boa sorte!

Eduardo Camillo Pachikoski é sócio da PP&C Auditores Independentes