8 dicas para quem deseja se tornar um empreendedor social

O empreendedor social aponta tendências e traz soluções inovadoras para problemas do cotidiano em diversos âmbitos, seja de mobilidade ou meio-ambiente

A busca por projetos que causem impacto positivo na sociedade é cada vez mais intensa. Hoje, o equilíbrio entre lucro e relevância social é uma realidade do empreendedorismo nacional. O Empreendedor Social aponta tendências e traz soluções inovadoras para problemas do cotidiano em diversos âmbitos, seja de mobilidade, meio-ambiente ou de desenvolvimento econômico, seja por enxergar um problema que ainda não é reconhecido pela sociedade ou por vê-lo por meio de uma perspectiva diferenciada.

O Brasil ainda enfrenta algumas barreiras, como elementos legislativos e tributários, mas já existem processos em andamento para de alguma forma amenizar esses desafios. É necessário continuar desenvolvendo esse ecossistema. Com a sua atuação, o empreendedor social acelera o processo de mudanças e inspira outras pessoas a se engajarem em torno de uma causa comum, um projeto estruturado.

Veja abaixo algumas dicas que podem te ajudar no caminho de se tornar um empreendedores sociais:

1. Identificar o problema
Identifique a demanda social em que deseja trabalhar e analise os componentes que levam a esse problema. Saber o que deve ser “combatido” ajuda a estabelecer uma estratégia de ação.

2. Público beneficiado
Conheça o público que vai ser beneficiado com a solução pretendida. Não basta ter uma ideia distante de quem são, suas culturas, seus valores. É preciso ir além do superficial. O conhecimento popular é muito valioso, e às vezes a solução pode ser uma adaptação do que já está sendo feito, aliado com conhecimentos externos.

A metodologia de Design Thinking, por exemplo, fornece algumas ferramentas de empatia pra tentar entender o beneficiário. O mais importante aqui é ter respaldo, apoio e constante feedback do público beneficiário.

3. Projeto elaborado e definido
Desenhe um projeto que inclua objetivos, plano de captação de recursos ou sustentabilidade financeira, ações objetivas, número de pessoas envolvidas, comunicação e indicadores de impacto.

4. Trabalho em equipe
Envolva os beneficiários, apresente seus projetos e os convide para fazer parte da co-criação. Eles devem ser vistos como as grandes fontes de informação e devem ser parte inerente das ações que estarão em andamento.

5. Recursos
A captação de recursos é uma das áreas mais complicadas. Algumas maneiras de financiar projetos são: 1) editais; 2) parceria com empresas e poder público; 3) crowdfunding; 4) desafios como os promovidos pelo Changemakers da Ashoka; 5) pagamento de pequenas contribuições pelos beneficiários, no caso de produtos.

No entanto, aqui é preciso lembrar que as redes de colaboração têm funcionado muito no que se refere a levantar recursos. Vale identificar todas as redes e grupos que também estejam trabalhando naquela área. Quando falamos de impacto social, colaboração é mais efetivo do que competição!

6. Comunicação e apresentação
Uma comunicação bem estruturada pode não somente gerar visibilidade para o projeto, mas também atrair parceiros, voluntários, colaboradores e inspirar pessoas a desenvolverem projetos que se aliem ao seu. Quanto maior o impacto de um projeto e mais pessoas envolvidas, maiores as chances de ganhar atenção de grandes empresas e do poder público, o que potencializa os movimentos de transformação sistêmica.

7. Trabalho em equipes
Equipes multidisciplinares ajudam a inovar e a ver oportunidades onde há crise. Promova diversidades no seu time e crie canais de comunicação entre ele, para que todos se sintam empoderados e responsáveis pelo êxito final do projeto

8. Feedbacks
No fim de cada ação, recolha feedbacks e sugestões de todos os envolvidos. Analise os resultados desses feebacks, compare com os objetivos iniciais do projeto e veja o que ainda pode ser melhorado. É importante saber que muitos imprevistos vão acontecer mas que pesquisas e conversas de feedbacks podem tornar o processo mais preciso.

*Artigo por Michelle Fidelholc e Isabela Carvalho, coordenadoras da Ashoka Brasil