7 ideias de negócio para criar sua empresa e trabalhar de casa

Quer empreender, mas não pode investir em um ponto comercial? Conheça negócios que podem ser tocados de qualquer lugar do mundo:

São Paulo – Com a crise econômica, ter o próprio negócio se tornou a saída de muitos para conquistar não apenas a independência financeira, mas também ter um trabalho mais flexível (e apaixonante). Porém, nem sempre é possível investir em um ponto comercial e pagar os altos custos fixos associados.

Por isso, empreender de casa é cada vez mais comum, inclusive no mundo das startups. “Diversos negócios não precisam de grandes instalações físicas para terem escalabilidade. Há startups com uma estrutura de atendimento para todo o país, mesmo estando em apenas uma sala”, afirma Rafael Ribeiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

A adoção do trabalho remoto chegou não só pela democratização do acesso à internet, mas também pela economia de custos das empresas, completa Alessandra Andrade, coordenadora do Centro de Empreendedorismo da FAAP. “As companhias se preocupam constantemente com o melhor uso de sua infraestrutura. Com o trabalho de casa, possibilitado pela internet e pela comunicação em nuvem, elas pagam menos contas de aluguel, internet e luz elétrica, por exemplo.”

Mas fica o alerta: abrir um negócio na própria residência não significa que o empreendimento pode ser mais informal ou se preocupar menos com resultados. “Esteja atento aos pré-requisitos de qualquer empresa, como legislação, gestão financeira e acompanhamento das vendas. Para isso, é necessário buscar informação”, diz Soraya Tonelli, coordenadora do Sebrae/SC em Florianópolis.

Ficou inspirado para começar a empreender? Então, veja ideias de negócios para criar sua empresa e trabalhar de casa:

1 — Alimentação para delivery

 (Foto/Thinkstock)

Fazer doces e salgados em casa talvez seja um dos negócios remotos mais conhecidos no Brasil. Nos últimos anos, porém, o segmento recebeu um novo contorno: o delivery de comidas prontas para quem não tem tempo de prepará-las.

Segundo Tonelli, do Sebrae/SC, essas entregas podem ser feitas tanto direto para o consumidor final quanto para o mercado corporativo (sedes de empresas parceiras, por exemplo). Porém, quem quiser abrir um negócio desses precisa ficar de olho na legislação sanitária e cumprir todos os requisitos de segurança alimentar. Além de, claro, investir no marketing.

2 — Artesanato customizável

Artesanato

 (Foto/Thinkstock)

O artesanato é uma forma conhecida de ganhar uma renda extra – que pode, com o tempo, se tornar o principal trabalho do artesão. A novidade dos últimos tempos é atuar não apenas em feiras comerciais ou vendendo suas criações para lojas maiores, mas também por meio da internet.

“Antes, você precisava de uma loja para estar no varejo. Hoje, vários negócios funcionam apenas como perfis em redes como Facebook e Instagram ou em marketplaces”, afirma Andrade. da FAAP. Para se destacar no setor, vale a pena investir em um artesanato customizável aos grandes desejos dos seus consumidores e fazer um bom trabalho de marketing.

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3 — Atendimento técnico, de design até TI

Computador, teclado e paleta de cores: design, marca

 (AlexBrylov/Thinkstock)

O atendimento feito por especialistas está em toda a parte – desde o arquiteto e designer de interiores até o programador e desenvolvedor web. Já faz tempo que não é preciso ter um ponto comercial para oferecer tais serviços.

Para quem domina algum desses conhecimentos, um boa sugestão de negócio é prestar atendimentos na própria residência, se houver um espaço adequado. Ou, melhor ainda, visitando os ambientes dos clientes pessoas físicas ou jurídicas, afirma Tonelli, do Sebrae/SC.

4 — Aulas particulares e cursos online

Mulher faz videoconferência por computador

 (AntonioGuillem/Thinkstock)

A demanda por educação é recorrente, seja em momentos de crise ou de bonança econômica. Afinal, qualificar-se para o mercado de trabalho ou desenvolver interesses pessoais nunca sai de moda.

Nesse sentido, oferecer educação de forma remota facilita tanto para o empreendedor quanto para o estudante. É possível das aulas de reforço escolar, de especialidades do mercado de trabalho, de instrumentos musicais ou de línguas, por exemplo, na própria residência ou na do cliente, afirma Tonelli.

Uma alternativa ainda mais quente é oferecer tais conhecimentos de forma online, por meio de conferências personalizadas ou cursos massivos.

5 — Beleza e estética em casa

massagem; spa; produtos naturais; relaxar

 (mythja/Thinkstock)

O setor de beleza e estética, assim como o de alimentação, é um dos queridinhos dos brasileiros. É cada vez mais comum a realização de procedimentos na própria residência do especialista ou na casa do cliente, diz Tonelli.

O serviço mais conhecido é o de manicure e pedicure. Mas também dá para realizar maquiagens, massagens e tratamentos faciais e corporais.

6 — Consultoria em marketing digital

Marketing de conteúdo nas redes sociais

 (Foto/Divulgação)

Segundo Ribeiro, da ABStartups, a área de marketing digital é uma das que mais permite o trabalho remoto no mundo das startups. “Temos flexibilidade para perceber o comportamento do usuário pela internet. O setor de marketing vem numa crescente por conta de tecnologias remotas, como o big data.”

Algumas startups brasileiras consagradas no ramo são Contentools e Resultados Digitais, por exemplo. Se você ainda não possui uma proposta de valor única, pode começar prestando consultorias no setor, tal como acontece nos atendimentos técnicos.

7 — Serviços essenciais

Porquinho (cofre) com papéis e contas

 (Digital Vision./Thinkstock)

Falando em atendimentos, uma outra boa oportunidade de empresas para trabalhar de casa é prestar serviços de que todo mundo irá precisar um dia. É o caso de advogados e contadores, por exemplo, que não precisam mais de um ponto comercial para se destacar no mercado de trabalho. É possível atender desde pessoas físicas até empresas.

“Para receber clientes, você pode marcar em um café ou alugar um espaço em um coworking. Isso tem acontecido muito e não o denigre como profissional. O espaço físico se tornou secundário”, afirma Andrade, da FAAP.

Vale lembrar que isso não vale para todas as prestações de serviços – dentistas, por exemplo, ainda precisam de equipamentos grandes, e isso provavelmente demandará um consultório.