7 ideias de negócio para começar com pouco dinheiro

Quer empreender, mas não sabe onde investir poucos recursos? Nós falamos com especialista e elencamos algumas tendências de negócio:

São Paulo – Empreender não é uma tarefa fácil – especialmente quando se tem pouco capital para investir nessa empreitada. Mesmo assim, não é obrigatório ter muito dinheiro para abrir um empreendimento: algumas ideias de negócio funcionam muito bem de forma mais econômica.

O site de EXAME conversou com alguns especialistas para elencar quais são essas tendências de negócios enxutos. Elas vão desde aplicações de tecnologia até usar seus conhecimentos para prestar serviços.

Vale lembrar que, antes de abrir um empreendimento, é importante conhecer os desafios e ver tanto histórias de sucesso quanto de fracasso. Além disso, procure ideias que realmente caibam no seu bolso – e aprenda viver com pouco, sem esperar que o negócio sustente seu antigo padrão de vida nos primeiros meses de operação.

Confira, a seguir, ideias de negócio para começar com pouco dinheiro:

1 – Aplicações de tecnologia

Homem usando smartphone durante a noite na rua

(LDProd/Thinkstock)

Se você possui conhecimentos em tecnologia (ou quer se esforçar para aprender), desenvolver aplicações com base nisso pode gerar um bom negócio – sem precisar investir rios de dinheiro.

“Além dos aplicativos, que já são bem difundidos, há inúmeros modelos de chatbot (Já conversou com um robô hoje? Entenda como isso vai virar rotina) que podem ser modificados para elaborar respostas automáticas e atender empresas, como nos casos de call centers”, explica Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora.

2 – E-commerce

Mulher usa computador, pensando

(Foto/Thinkstock)

Quando se fala em negócio com pouco investimento inicial, a maioria das pessoas logo pensa em abrir uma loja virtual. Ainda que o dinheiro aportado não seja tão pouco quanto se costuma pensar, quem investir em um e-commerce de estoque e estrutura bem enxutos pode se dar bem.

“É muito comum as pessoas montarem uma plataforma e vender apenas itens relacionados ao seu universo. Essa pode ser uma alternativa e é uma tendência, especialmente quando se fala em nicho, mas é preciso buscar informações sobre o mundo do comércio eletrônico ter cuidado com o giro de estoque”, alerta Fontes.

Para Alfredo Soares, CEO da Xtech Commerce, mais do que simplesmente investir barato, a internet é um canal que dá alcance e flexibilidade ao futuro empreendedor. “O e-commerce faz sua área de atuação ser maior, podendo direcionar campanhas e investir em publicidade online para gerar atração”, explica.

“As lojas virtuais também dão mais autonomia para você mesmo desenvolver seu negócio. Uma boa parte do empreendimento dá para fazer apenas se capacitando, sem investir dinheiro, como programar e incluir os produtos no site.”

3 – Ensino

Mulher escrevendo

Escrevendo: anote na agenda cursos, encontros, eventos e palestras (stevanovicigor/Thinkstock)

Você sabe tocar bem violão, fala outro idioma ou entende tudo sobre artesanato? Saiba que seu talento nas horas vagas pode virar um negócio de sucesso.

“Muitas vezes, os grandes negócios nascem das coisas mais simples. Se você gosta de alguma habilidade e tem capacitação e habilidade naquilo, pesquise formas de monetizar”, recomenda Soares. “Por exemplo, você toca muito bem violão e estrutura seu negócio de forma a virar um curso online, usando a internet como canal de venda e distribuição.”

Isso nos leva a outro tipo de negócio relacionado ao ensino e que ganhou muita fama recentemente: o infoproduto, que nada mais é do que vender conhecimento por meio do mundo digital.

“É um mercado promissor, mas que precisa de capacitação. Há oportunistas que vendem infoprodutos sobre como vender infoprodutos, em uma espécie de pirâmide”, explica o empreendedor e investidor. “Muita gente acha que é só escrever um produto para começar a vender, e se decepciona. É preciso investir forte em campanhas para gerar tráfego ao seu infoproduto.”

4 – Home based

Mãe empreendedora segura bebê enquanto fala ao telefone e usa o computador: trabalho de casa, home office

Mãe empreendedora: mulheres que empreendem tendo filhos fazem parte de um cenário cada vez mais comum (g-stockstudio/Thinkstock)

O empreendimento “home based” é outra tendência que chegou forte nos últimos anos, especialmente com a crise econômica. Gerir um negócio da própria residência é uma boa alternativa para empreender sem muito investimento inicial.

“Esse tipo de empreendimento geralmente não exige grande investimentos. Portanto, também são negócios sem grandes taxas de crescimento, mas que podem ser uma boa porta de entrada para quem quer empreender”, afirma Fontes, da RME.

As ideias de negócios que operam em modelo home based são várias: vão desde produzir alimentos em casa, como bolos e salgadinhos, até oferecer consultoria e serviços de comunicação e design.

5 – Microfranquias

Empreendedora usa computador em loja

Trabalhando no computador: muitas redes de franquias permitem a operação home based (Foto/Thinkstock)

Outro tipo de negócio que pede pouco investimento inicial é a microfranquia. Com investimento de até 90 mil reais, esses empreendimentos contam com a vantagem de ter junto o know-how da franqueadora – o que pode ser um atrativo para quem está começando no mundo do empreendedorismo.

As microfranquias vão de cosméticos a consultorias online, e muitas permitem o trabalho home based. “Avalie a possibilidade de comprar uma franquia, porque ela pega carona no sucesso de terceiros. Isso pode aumentar sua chance de ter sucesso com o negócio”, afirma Enio Pinto, do Sebrae.

Soares, da Xtech Commerce, porém, dá alguns alertas para quem ainda não tem experiência de mercado. “Eu acho que é um universo repleto de oportunidades, mas a pessoa precisa entender que ela está comprando uma oportunidade no meio do caminho, e não uma fórmula de sucesso. Você está comprando algo com projeção de rentabilidade, e não rentabilidade garantida.”

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6 – Nichos

Empreendedor conversa com cliente em balcão de cafeteria

(Foto/Thinkstock)

Como já falamos no item sobre e-commerces, investir em nichos pode ser uma saída para quem tem pouco investimento inicial. No lugar de querer ser a próxima Americanas ou o próximo Submarino, vendendo centenas ou milhares de produtos, foque em um público-alvo com necessidades específicas e tenha um estoque enxuto.

“O dinheiro parece pouco quando você pensa em um estado ou no Brasil, mas, quando você nicha em regiões, você faz o pouco valer muito. Segmentando seu público, o dinheiro investido vale mais em termos de barulho provocado”, explica Soares.

Pinto, do Sebrae, concorda com a análise. “Quando você começa com pouco dinheiro é interessante que você seja o mais especializado possível: seu escopo não pode ser muito grande. Se eu for montar um restaurante com pouco dinheiro, por exemplo, não posso querer vender de tudo, porque irei precisar investir muito em estoque e armazenamento”.

7 – Serviços

Itens de costura/customização: tesoura, linhas, barbante

(Foto/Thinkstock)

Alguns negócios que já citamos nos itens anteriores podem ser agrupados em outra grande tendência: a de oferecer serviços.

É uma boa saída para quem tem pouco investimento inicial, já que o sucesso do negócio depende mais do seu conhecimento do que de insumos ou de localização. “Quando monto uma indústria, preciso de maquinário. Quando monto um comércio, preciso de produtos e ponto comercial. Nos serviços, seu investimento vai todo para aprendizado e divulgação do seu trabalho”, explica Pinto, do Sebrae.

“A grande dica é fazer uma boa capacitação antes, porque isso gerará um bom atendimento e o sucesso do seu negócio”, diz Soares. “Porém, também reserve um dinheiro para investir na atração do negócio: alguns investem tudo em capacitação e equipamento e, depois, ficam sem dinheiro para atrair pessoas para seu negócio.”

Para o empreendedor e investidor, alguns serviços em alta são as consultorias em e-commerce e em marketing digital, além de serviços de design, como criação de logomarcas.

Já Fontes, da RME, destaca que qualquer serviço que preze por facilitar a vida das pessoas e poupar o tempo delas tem potencial para dar certo. “Por exemplo, agora vemos o surgimento de negócios como ‘concierge online’, em que o foco é administrar diversas tarefas para as quais os clientes não têm horário.”

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