10 ideias para ter funcionários motivados em plena crise

Quer funcionários motivados? Veja dez iniciativas criativas e baratas de empresas que estão ligadas no bem-estar de quem trabalha por lá.

São Paulo – A crise econômica é tempo para as empresas cortarem custos e pensarem formas de fazer mais com menos. Mas isso não quer dizer que é preciso deixar seus funcionários de lado.

Afinal, esse também é um período em que as pessoas temem pelo futuro – e nada pior para uma empresa do que funcionários temerosos e desmotivados.

Por isso, um levantamento feito pela Xerpa, empresa de recursos humanos, em parceria com o Love Mondays, site de avaliações de empresas, pesquisou iniciativas que alguns negócios estão tomando para manter suas equipes motivadas, mesmo na crise.

São iniciativas baratas – ou até com custo zero para a empresa –, mas que trazem ótimos ganhos em termos de engajamento das equipes.

“Na crise, as empresas em geral pensam apenas em economizar dinheiro. Essas iniciativas mostram para a equipe que aquele negócio funciona em outra lógica, investe no funcionário, no ambiente de trabalho. Mostra que a empresa tem outros valores, além de simplesmente ganhar dinheiro”, afirma Suzana Bueno, gerente de experiência do cliente da Xerpa.

Quer manter seus funcionários motivados em plena crise? Então veja abaixo dez iniciativas e inspire-se:

1 – GetNinjas

Yoga e pilates

 (foto/Thinkstock)

Na GetNinjas, plataforma de contratação de serviços, os funcionários de todas as áreas se unem no Yogastê Ninja, a aula de ioga que acontece nos escritórios da empresa. A empresa disponibiliza o espaço e uma instrutora comparece regularmente e negocia descontos diretamente com os alunos.

Segundo Marília Amêndola, coordenadora de RH do GetNinjas, as aulas “tornam a rotina de trabalho mais leve e mais confortável, com menos estresse e com certeza um aumento na produtividade.”

Para Nicholas Reise, CEO da Xerpa, essa foi uma das iniciativas que mais chamaram a atenção. “É um ótimo exemplo, porque tem gasto zero para a empresa. Ela apenas organiza e cede o espaço”, afirma.

2 – Gympass

Academia de ginástica

 (Thinkstock/)

A Gympass é um serviço que vende passes de academia. A ideia é que a pessoa pode usar a academia quando quiser, sem ficar presa em mensalidades.

Para motivar seus funcionários, a iniciativa do negócio foi simples: usar os passes de academia.

A empresa criou times, que devem fazer exercícios e usar os passes da Gympass para testar academias. Quanto mais usam, mais os times juntam pontos. A equipe que fizer mais pontos divide mil reais em dinheiro.

3 – Rock Content

Mulher em biblioteca

 (cyano66/Thinkstock)

A Rock Content é uma empresa de marketing digital de Minas Gerais. Para incentivar sua equipe a ler mais, a startup está criando uma biblioteca.

Lá, todos podem fazer pedidos de quais livros querem ler diretamente ao CEO. Depois de ler, o funcionário deixa o livro na biblioteca para que todos da empresa tenham acesso.

A iniciativa ganha destaque pelo baixo custo, além de incentivar a leitura na equipe.

4 – Movile

Dê o play

A empresa de aplicativos Movile resolveu criar uma série de vídeos com seus funcionários.

A ideia é que as pessoas possam contar histórias que influenciaram suas vidas ou seu trabalho. O projeto tem feito sucesso na equipe, diz a empresa.

“Esse envolvimento das pessoas em volta das histórias incríveis tem gerado um senso de orgulho em todo mundo, de fazer parte de uma empresa que gera tantas histórias incríveis”, diz Tatiana Garcia, coordenadora de engajamento da empresa.

5 – VivaReal

Bandeja com café da manhã

 (AFP/)

Uma ideia bem simples pode trazer ótimos resultados para o ânimo da sua equipe. No VivaReal, site de compra e aluguel de imóveis, a ideia foi criar um café da manhã coletivo.

A empresa entra com as bebidas e cada funcionário traz um prato para comer.  É um momento de descontração e contato entre os membros da equipe, o que ajuda a manter um clima de trabalho agradável. Os custos, mais uma vez, são bem reduzidos.

6 – QuintoAndar

Aperto de mãos

 (Ales Cerin/SXC/)

Já a imobiliária QuintoAndar focou sua iniciativa para garantir o contato entre os novos funcionários e os fundadores da empresa. Afinal, com a correria do dia a dia, muitas vezes essa interação fica difícil, especialmente se a empresa está crescendo rápido.

Foi assim que nasceu o Founder’s Lunch: um almoço com três novos funcionários no máximo, sempre às segundas e sextas-feiras, em que fundadores e funcionários se conhecem melhor.

7 – Escale

xadrez

 (Thinkstock/Ingram Publishing/)

A agência de marketing digital Escale aproveitou o clima das Olimpíadas e criou uma competição que mobilizou sua equipe por duas semanas.

Dentre os jogos que entraram na competição estão xadrez, futebol de botão e dardos – todos já existiam no escritório da empresa, portanto não foi necessário gastar para comprá-los.

“Além do engajamento e satisfação dos colaboradores, a aproximação criada entre os diferentes departamentos da Escale foi muito significativa. Ainda hoje, eles almoçam juntos, se cumprimentam e brincam sobre os resultados”, afirmou a gestora de RH Daphne Baroukh, para a Xerpa.

8 – Contabilizei

Reunião de brainstorm, novas ideias,

 (/Thinkstock)

A Contabilizei, que oferece serviços de contabilidade para PMEs, resolveu criar momentos que incentivassem a inovação e o engajamento dos funcionários.

Uma das ações foi batizada de Clube da Luta, uma conversa descontraída sobre novas ideias, com direito a comes e bebes.

9 – Guia Bolso

festa, happy hour, celebração, bebida

Toda sexta-feira desde a fundação do GuiaBolso, aplicativo que ajuda o usuário a controlar as finanças, a regra é ir vestido de verde. No final do dia, após alguns comunicados, a empresa promove um happy hour para todos, inclusive ex-funcionários.

Durante o happy hour, há uma votação para decidir quem está de fato vestindo verde ou não. Quem perde contribui com a caixinha das bolas de pingue pongue.

“É muito bom, há muita adesão e todos se divertem muito”, conta Carolina Saffer, do setor de RH, e, entrevista à Xerpa.

10 – DogHero

5. Coma para ter energia

 (ThinkStock/)

Em vez de dar Vale Refeição, o DogHero, site para encontrar hospedagem para o seu cão, montou uma cozinha industrial no escritório e contratou uma chef de cozinha.

Mariana de Souza veio de um restaurante com uma estrela no Guia Michelin para fazer o almoço dos funcionários de segunda a sexta-feira. Ela também prepara receitas para o café da tarde, como wrap de ricota, broa de fubá e bolo de coco.

“Almoçar todos juntos, no mesmo horário, compartilhando a mesma mesa, fez muito bem ao astral da empresa”, disse a funcionária Ana Leal à Xerpa.

Comentários

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  1. Flávio Rodrigues Lira

    Os ciclos de crise são inevitáveis e fazem parte da economia. Contudo, além da repercussão econômica e financeira, a crise decerto afeta as relações pessoais de todos os membros de uma organização, uma vez que estes passam a vivenciar dificuldades em suas vidas particulares, bem como nas atividades profissionais.

    Diante da crise, a organização será desafiada a cortar custos e aumentar receitas, mostrando mais resultados e eficiência. Serão inevitáveis a diminuição de benefícios e a redução de complementos financeiros, além de processos de desligamentos.

    A crise descortina os dois piores temores num ambiente organizacional. De um lado, o empregador tem diante si o desafio de manter os lucros – ou suportar os prejuízos – em nível que possa sobreviver à crise. Do outro lado, os colaboradores estarão permanentemente assombrados com o fantasma do desemprego. Este paradigma impõe um nível de pressão, e de conflitos de interesses, maior do que de costume.

    Deste modo, tensões psicológicas são desencadeadas e surgirão questões de muitas naturezas. O estresse, os medos e as preocupações passam a ser figuras frequentes no ambiente de trabalho, afetando tanto os empregadores e diretores quanto os colaboradores e liderados, e farão surgir comportamentos negativos de toda sorte. Alguns, por exemplo, sofrerão insônia ou depressão; enquanto outros podem assumir comportamentos tóxicos e até mesmo antiéticos.

    Diante destes desafios, se não houver acompanhamento e monitoramento do clima organizacional, o nível de motivação será prejudicado e, com isto, a produtividade e a capacidade de resposta das pessoas decrescerão.

    Mecanismos de gestão de pessoas eficazes, especialmente em tempos de crise, passam, pela valorização da transparência e da comunicação.

    É sempre importante colocar as cartas na mesa e informar os desafios que serão enfrentados, convocar os colaboradores para participarem das soluções, tanto na fase de sugestões, como no momento do planejamento e da implantação do plano de ação. O sentimento de pertença aumentará a adesão e o compromisso com o enfrentamento das questões.

    Na crise, será importante mapear os processos, dividir as atribuições e desenvolver as competências necessárias, inclusive para identificar tarefas-chave e os talentos para executá-las. Os líderes terão o desafio de percorrer toda a organização e realizar o trabalho em conjunto com todas as áreas.

    Também deve ser deixado bem evidente que atitudes antiéticas e imorais não serão toleradas; a fim de que os valores organizacionais não sejam maculados. É preciso evitar a instalação de um ambiente de vale-tudo.

    A crise econômica sempre passa, e a organização deve permanecer, inclusive com aprendizados e melhoramentos. E nesta equação, o capital humano sempre é relevante.