10 definições essenciais para quem quer ter uma startup

Confira a seguir um breve dicionário de startups que pode ajudar na hora de falar sobre o negócio

São Paulo – Pivot, meetups ou saída. Alguns termos podem parecer de outro mundo para quem não está acostumado com o universo das startups. Para não ficar perdido na hora de conversar com um investidor, confira a seguir o significado de dez palavras e expressões usadas com frequência quando o assunto é um jovem empresa inovadora.

As definições são do especialista Yuri Gitahy, investidor-anjo, conselheiro de empresas de tecnologia e fundador da Aceleradora.

1. Startup

O significado mais moderno da palavra se refere a um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza. Algumas pessoas usam o termo para se referir a empresas ainda muito iniciantes ou com poucos recursos.

2. Boostrapping

Bootstrap significa criar sua startup usando somente recursos próprios, sem recorrer a investidores externos. Se há alguma entrada de capital, ela vem dos primeiros clientes. Os bootstrappers costumam ser empreendedores com capacidade muito acima da média e experientes.

3. Saída

É quando um sócio, investidor ou empreendedor entrega seu percentual da empresa em troca de uma quantia de dinheiro e deixa a sociedade. Essa é a meta de quase todos que colocam dinheiro em negócios em fase inicial.

4. Lean startup

Lean, que significa enxuto, é um conceito de gestão que prioriza a eliminação de desperdícios. Para as startups, o conceito do americano Eric Ries deve transformar uma metodologia pensada originalmente para empresas de tecnologia em um método aplicável a qualquer empreendimento nascente. Não confunda com “barato”, ou seja, usar o mínimo de capital no projeto da startup.


5. Pivot

Pivot, ou pivotar em uma tradução livre para o português, significa redirecionar o modelo de negócios da empresa em busca de saídas mais lucrativas, mas mantendo a base para não perder a posição já conquistada.

6. Meetup

É um encontro informal em que os empreendedores têm a chance de falar sobre a sua ideia. Geralmente, as pessoas conversam de pé, para facilitar a circulação e o networking.

7. Sócio-capitalista

Diferente do investidor, o sócio-capitalista não gosta de correr riscos altos. Por isso, ele investe em modelos mais tradicionais e se envolve na gestão da empresa.

8. Aceleradoras

Apesar de semelhante às incubadoras em alguns aspectos, as aceleradoras são focadas em empresas que tenham um enorme potencial de crescimento. Em geral, são lideradas por empreendedores ou investidores experientes, usam capital privado e se baseiam em sessões de mentoring.

9. Venture capital

É o termo usado para todas as classes de investidores de risco. No Brasil, os fundos de venture capital investem entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões em empresas que já faturam alguns milhões. 

10. Investidor-anjo

São pessoas que procuram empresas bem iniciantes – muitas vezes apenas uma ideia – e investem entre R$ 50 mil até R$ 500 mil em startups de conhecidos para vender sua parte a investidores maiores no futuro.