Walmart aumenta salário mínimo por hora após reforma nos EUA

A empresa também informou sobre aumento da licença remunerada tanto para mães (dez semanas) quanto para pais (seis semanas)

Nova York – A rede varejista Walmart anunciou nesta quinta-feira que aumentará de US$ 9 para US$ 11 por hora o salário mínimo de seus funcionários contratados graças à reforma fiscal aprovada nos Estados Unidos.

“A reforma fiscal nos dará a oportunidade de ser mais competitivos a nível mundial e de acelerar os nossos planos para os Estados Unidos”, disse em um comunicado o presidente e conselheiro delegado de Walmart, Doug McMillon.

A empresa, que anunciou os benefícios para todos aqueles que recebem salário por hora nos EUA, seja em período integral ou parcial, também informou sobre aumento da licença remunerada tanto para mães (dez semanas) quanto para pais (seis semanas) e o pagamento especial de um bônus de até US$ 1 mil em dinheiro, mudanças que beneficiarão mais de um milhão de trabalhadores.

“Hoje seguimos crescendo graças a investimentos que fizemos nos nossos funcionários através de seus salários e do desenvolvimento das suas habilidades. Nossos empregados fazem a diferença e apreciamos a maneira como trabalham duro”, indicou McMillon.

O aumento salarial entrará em vigor a partir de fevereiro e o Walmart destinará para isso cerca de US$ 300 milhões em seu próximo exercício fiscal, enquanto que para o pagamento especial destinará outros US$ 400 milhões.

Quanto aos outros benefícios trabalhistas, a rede explicou que para seus funcionários contratados por hora elevará para dez semanas a permissão para maternidade e a seis semanas a permissão por paternidade, e para os trabalhadores assalariados será de seis semanas.

Finalmente, anunciou que oferecerá assistência financeira para todos os empregados que queiram adotar uma criança, com um pagamento especial de US$ 5 mil por criança que poderão destinar ao pagamento dos trâmites legais pára a adoção.

Estes novos benefícios trabalhistas se somam aos anunciados recentemente por outras empresas como o grupo de telecomunicações AT&T e o banco Wells Fargo após a aprovação da nova legislação fiscal no país.