Vulcabras registra lucro líquido de R$ 33 mi no 2º tri; queda de 35,9%

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 44,2 mi entre abril e junho, com recuo de 47,3% ante igual intervalo de 2017

São Paulo – A Vulcabras Azaleia encerrou o segundo trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 33 milhões, o que representa uma queda de 35,9% ante o apurado em igual trimestre do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 44,2 milhões entre abril e junho, com recuo de 47,3% ante igual intervalo de 2017.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 280 milhões no segundo trimestre do ano, montante 9% menor que o visto em igual etapa do ano passado. A margem Ebitda ficou em 15,7% ante 27,2% visto um ano antes.

O resultado financeiro líquido saiu de uma despesa de R$ 18,1 milhões no segundo trimestre de 2017, para uma receita de R$ 3,0 milhões entre abril e junho deste ano, representando um efeito líquido positivo de R$ 21,1 milhões no resultado financeiro.

Segundo a empresa, a redução do endividamento contribuiu de forma decisiva para a redução das despesas financeiras e a depreciação do real frente ao dólar, sentida mais intensamente no segundo trimestre, elevou a receita cambial.

Greve

Em sua demonstração de resultados a empresa diz que procurou manter as estratégias de crescimento e rentabilidade no segundo trimestre de 2018, no entanto, a fraca demanda do mercado interno, já detectada no primeiro trimestre, aliada a fatores extraordinários ocorridos em maio e junho, interferiram de maneira significativa no desempenho do período.

A empresa lembra que o setor calçadista foi um dos mais atingidos pela greve dos caminhoneiros. “Aparalisaçãoatingiuasfábricasdacompanhia,cominterrupçãonachegadadeinsumosparaaprodução e na saída dos produtos fabricados, situação que se reflete, em parte, nos resultados do trimestre”, diz.

Segundo a empresa, o bloqueio das estradas fez com que o abastecimento de matérias-primas e a expedição dos produtos já confeccionados fossem interrompidos por mais de 15 dias.

“Diante de tal situação, e com os processos produtivos sendo interrompidos pela falta de insumos, foi tomada a decisão de paralisar as fábricas por cerca de 10 dias, dando férias aos funcionários. Como consequência da paralisação grevista, ocorreu um desabastecimento generalizado no varejo que, aliado ao baixo “apetite” do consumidor, fez com que as vendas nas lojas caíssem. Com esse quadro, alguns clientes procuraram a empresa para revisar encomendas para o mês de junho”, detalha.