Volvo faz acordo e inicia cortes

Já a Volks antecipou as férias coletivas

São Paulo – A Volvo iniciou na quarta-feira, 10, a demissão de 206 trabalhadores da fábrica de Curitiba (PR) para adequar a produção de caminhões e ônibus à demanda do mercado. Funcionários da unidade aceitaram os cortes depois que a empresa ofereceu pagamento extra de no mínimo R$ 15 mil para cada demitido.

Na terça-feira, 9, os trabalhadores fizeram greve contra as demissões, mas, com a proposta feita ontem a medida foi aprovada em assembleia e todos voltaram ao trabalho.

Com o quadro menor, a produção cairá de 113 para 80 caminhões ao dia. Após os cortes, a empresa ficará com 3.712 funcionários, pouco acima do quadro de um ano atrás, de 3.656.

Outra montadora que teve acordo aprovado ontem foi a MAN Latin America, de Resende (RJ), que abrirá um programa de demissão voluntária (PDV) para cerca de 200 trabalhadores, segundo cálculos do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense. A empresa não confirma o número.

A MAN tem 100 trabalhadores em lay-off (contratos suspensos) que devem ser alvo do programa. Quem aderir vai receber entre R$ 4 mil e R$ 5 mil de salário extra.

Os 2,9 mil trabalhadores da MAN também aceitaram o congelamento dos salários em 2015. Em troca, receberão abono de R$ 2,5 mil e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 5 mil, valores superiores aos oferecidos antes.

Volkswagen

A Volkswagen concedeu licença remunerada nesta quinta-feira, 11, e na sexta-feira, 12, aos quase 11 mil trabalhadores da produção em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Essa parada se junta ao início das férias coletivas a partir de segunda-feira, 15, com retorno em 6 de janeiro.

Em nota, a Volkswagen informou que adotou a medida “em razão do atual cenário e com o propósito de adequar os volumes de produção e estoques à previsão das condições de mercado para os próximos meses”.

A empresa vive um impasse com os trabalhadores. Na semana passada, eles recusaram acordo que previa PDV para 2,1 mil pessoas e abono no lugar de reajuste salarial nos próximos dois anos.

A empresa não voltou a negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e há receio entre a categoria de que ocorram demissões durante as férias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.