Victoria’s Secret vê com cautela expansão no exterior

Grife afirma que sua prioridade é crescer em sua terra-natal, os Estados Unidos

São Paulo – Se o desfile da Victoria’s Secret não esconde muito das modelos, a direção da empresa é o oposto: bastante discreta sobre números e planos. A marca não comenta detalhes sobre uma possível expansão no Brasil. A preocupação com o mercado americano é tamanha, que o grupo enfatiza que mantém equipes separadas para cuidar do mercado internacional, de forma que haja “distração zero” para quem cuida do mercado doméstico.

No panorama internacional, por sua vez, a empresa procura se mover lentamente, mas de forma bem sucedida. “Exportar coisas ruins para pessoas idiotas não funciona”, disse Les Wexner, presidente do conselho de administração e da diretoria da Limited Brands, em teleconferência.

Há também a preocupação em encontrar parceiros regionais compatíveis. A Limited Brands, a dona da marca Victoria’s Secret e de outras seis marcas, registrou vendas líquidas de 7,05 bilhões de dólares no acumulado do ano (até 27 de novembro). No mesmo período de 2009, o valor foi de 6,35 bilhões de dólares – 9% inferior ao atual. Entre os planos internacionais mais imediatos da empresa, está o reposicionamento de uma das suas marcas, a La Senza, que também vende lingeries – e possui cerca de 450 lojas fora da América do Norte.

Além do reposicionamento, há a expansão das lojas dessa marca no Canadá e a expansão do modelo de travel stores da Victoria’s Secret. A marca espera fechar 2010 com 18 lojas do modelo no mundo. “Será uma ótima plataforma de crescimento no futuro”, disse Martin Water, presidente da Limited Brands International, sobre o modelo de lojas menores, em aeroportos.

Há também testes no modelo de franquias. A Limited Brands chegou ao Oriente Médio através da marca de cosméticos Bath & Body Works, que abriu sua primeira loja fora dos Estados Unidos no dia 25 de outubro. Um total de seis lojas foi aberto em Dubai e no Kuwait. Em 2012, será a aberta a primeira Victoria’s Secret fora do Estados Unidos, em Londres. “Não queremos ter muitas lojas e depois passar muito tempo fechando muitas lojas que não deram certo”, disse Wexner. E assim, a Limited Brands costura cuidadosamente a internacionalização de suas marcas.