Vendas do Carrefour Brasil crescem 6% no 1º trimestre, para R$ 12,3 bi

A empresa destaca que o crescimento ocorreu mesmo em contexto de deflação alimentar forte e persistente

São Paulo – O Carrefour Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2018 com vendas brutas consolidadas, excluindo gasolina, de R$ 12,3 bilhões (ou R$ 13,0 bilhões incluindo gasolina), uma evolução de 6,0%. A empresa destaca que o crescimento ocorreu mesmo em contexto de deflação alimentar forte e persistente.

Em seu release de resultados, o varejista destaca que o indicador IPCA alimentação em casa demonstrou uma pequena melhora sequencial no primeiro trimestre (-4,0%) quando comparado ao quarto trimestre (-5,1%), mas os preços dos alimentos claramente permaneceram no território deflacionário. “O Grupo Carrefour Brasil enfrentou uma base de comparação desafiadora, já que a deflação começou apenas no final do segundo trimestre de 2017, enquanto a inflação no primeiro trimestre do ano passado foi de 4,6%.

“Nesse contexto econômico desafiador, o Grupo Carrefour Brasil apresentou um aumento de 2,3% nas vendas de mesmas lojas (LFL) sem gasolina (incluindo efeito calendário). As vendas nesse primeiro trimestre incluem um efeito calendário significativo e favorável estimado em 2,0%, uma vez que a Páscoa foi no primeiro trimestre, mas em 2017 esse evento ocorreu no segundo trimestre. Excluindo o efeito calendário, as vendas mesmas lojas foi de 0,4% no geral.

Segundo a empresa, período da Páscoa foi marcado por um sólido desempenho em ambas unidades de negócios, com aumento significativo no volume de itens sazonais. A expansão, segundo o Grupo Carrefour, contribuiu com 3,7% do crescimento de vendas, como resultado de novas aberturas no Atacadão e no Carrefour. “Nossa estratégia de expansão continua favorecendo formatos de maiores retornos, com ênfase no modelo Cash and Carry”, diz.

A empresa destaca que o Grupo Carrefour Brasil abriu 4 novas lojas no modelo Cash and Carry no primeiro trimestre de 2018. No final de março, o Grupo Carrefour Brasil atingiu um total de 638 lojas, das quais 173 eram Atacadão (150 lojas e 23 atacados).

Para o ano de 2018, o Grupo Carrefour Brasil estima abrir 20 novas lojas do Atacadão, 20 lojas de conveniência Express e 10 novas lojas de supermercado no formato Market.

Atacadão

As vendas brutas do Atacadão, do Grupo Carrefour Brasil, apresentaram um aumento de 5,7% no primeiro trimestre de 2018 ante igual período do ano passado para R$ 8,4 bilhões, nos quais 0,5% no conceito mesmas lojas (1,4% incluindo o efeito calendário).

A empresa destaca que a deflação de alimentos (-4,0% no trimestre) ainda estava alta em commodities, em especial no feijão (-35,8%), açúcar (-14,5%) e arroz (-11,2%) segundo dados do IPCA, e assim limitou temporariamente o crescimento de vendas do Atacadão. “Nesse contexto, as vendas no conceito mesmas lojas positivas do Atacadão foram apoiadas por ganhos contínuos nos volumes vendidos”, diz a empresa.

Conforme o Carrefour Brasil, a expansão trouxe um crescimento adicional de 4,3% nas vendas, pois o Atacadão abriu 11 novas lojas e uma operação de atacado de entrega em 2017, além de quatro novas lojas no primeiro trimestre de 2018.

“Esperamos abrir mais 16 lojas em 2018 (atingindo 20 aberturas pela primeira vez), de forma consistente ao longo do ano (cinco ou seis novas lojas esperadas para o segundo trimestre)”, diz a empresa.

Carrefour

Nos primeiros três meses de 2018, as vendas brutas da bandeira Carrefour, excluindo gasolina, aumentaram 6,7% para R$ 3,9 bilhões, dos quais as vendas mesmas lojas foram positivas em 0,1% (4,3% incluindo o efeito calendário).

Segundo o grupo, as vendas de não-alimentos mantiveram um forte desempenho no trimestre, com crescimento de dois dígitos, impulsionados pelos eletrodomésticos, como resultado de iniciativas contínuas para dinamizar o desempenho de vendas do hipermercado.

“O comércio eletrônico foi o formato que mais cresceu dentro do Carrefour (+ 103%) e respondeu por 6,3% das vendas, sem gasolina, no primeiro trimestre de 2018 em comparação com pouco mais de 3% no mesmo período de 2017”, destaca a empresa.

A empresa destaca mais uma vez que as categorias de alimentos permaneceram impactadas pela deflação de alimentos no trimestre. Já a oferta comercial da Páscoa teve um bom desempenho: os Hipermercados apresentaram fortes aumentos de volume de vendas (4,1%) em relação à Páscoa 2017 (que foi no segundo trimestre), especialmente em chocolates, óleos, vinhos e itens sazonais (crescimento de 10% ou mais nessas categorias).

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