Vale tenta ganhar produtividade em Minas Gerais

O desafio é aumentar o tempo de vida útil das unidades operacionais mais antigas

São Luís – Em paralelo ao desenvolvimento do projeto Serra Sul, em Carajás, a Vale tenta ganhar produtividade nas minas de ferro dos sistemas Sul e Sudeste, em Minas Gerais.

O desafio é aumentar o tempo de vida útil das unidades operacionais mais antigas onde há agora um minério de mais baixo teor e que exige processamento.

Está em curso a construção de novas usinas de beneficiamento de minério, como Cauê Itabiritos e Vargem Grande Itabiritos. O plano inclui projetos para melhorar a integração dos dois sistemas. É o caso da rodovia que facilitará a ligação das minas Pico e Fábrica, esperada para o segundo semestre.

A logística portuária dos dois sistemas tem de acompanhar esse movimento da mineração. A Vale tem um orçamento de R$ 1,8 bilhão para dar mais eficiência e reduzir custos no Porto de Tubarão (ES), por onde é escoado o minério do sistema Sudeste ou 35% da produção da companhia.

Já os portos localizados no Rio são alvo de investimentos menores, de R$ 350 milhões. Eles vão permitir a ocupação da capacidade plena de embarque do minério do sistema Sul.

Arrendado pela Vale em 1996, o porto da Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS), na Costa Verde fluminense, tenta chegar ao limite de 25 milhões de toneladas anuais de minério embarcadas. A atualização de equipamentos é planejada para 2016 e consumirá R$ 125 milhões.

O Terminal da Ilha Guaíba (TIG), em Mangaratiba, tem capacidade de 45 milhões de toneladas de minério, mas em 2013 movimentou 39,8 milhões. O primeiro passo para atingir esse teto foi reforçar a ponte ferroviária que leva os trens da MRS ao pátio.

Os vagões passaram a transportar 140 toneladas brutas, volume 16,6% maior, e um dos dois viradores de vagões foi substituído por uma versão eletrônica. A troca mobilizou 800 operários de janeiro a março.

Criado nos anos 60, Tubarão é o porto mais antigo da Vale e o mais eficiente do mundo no giro de minério, segundo a USP. Até agora, o foco do investimento foi em treinamento, no reforço da infraestrutura de energia e na criação do Centro de Controle de Manutenção Elétrica (CCME).

O próximo passo será a modernização de equipamentos, como empilhadeiras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.