Vale conclui transação com Cemig GT para joint venture

A Vale concluiu a transação com a Cemig Geração e Transmissão para formação da joint venture Aliança Geração de Energia, após obtenção de aprovações e licenças

São Paulo – A Vale informa que concluiu a transação com a Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT) para formação da joint venture Aliança Geração de Energia.

O acordo entre as duas empresas foi anunciado em 19 de dezembro de 2013.

Após obtenção de todas as aprovações regulatórias e cumprimento de todas as condições pertinentes à transação, Vale e Cemig GT aumentaram o capital social na Aliança Geração mediante o aporte de ativos de geração de energia na empresa.

Segundo a Cemig, Vale e Cemig GT detêm, respectivamente, 55% e 45% do capital total da Aliança, avaliada em R$ 4,5 bilhões. “A Aliança passa a possuir a capacidade instalada hídrica de 1.158 MW (652 MW médios) em operação, dentre outros projetos de geração”, informa a Cemig, em fato relevante.

A Vale esclarece que conclusão da transação não implica nenhum desembolso financeiro e foi executada com o aporte de ativos.

A Aliança Geração passa a abrigar as participações até então detidas pela Vale e pela Cemig GT nos seguintes ativos de geração de energia: Igarapava, Porto Estrela, Funil, Aimorés, Capim Branco I e II, e Candonga.

Tais usinas possuem 1.158 MW de capacidade instalada atribuível e energia assegurada de 652 MW médios. O fornecimento de energia elétrica para operações da Vale será assegurado por contrato de longo prazo.

Também faz parte da transação com a Cemig GT a venda de 49% da participação da Vale na Aliança Norte Energia Participações S/A (Aliança Norte), veículo que abriga a participação da Vale de 9% no capital total da Norte Energia, empresa responsável pela construção, operação e exploração da usina hidrelétrica de Belo Monte.

O fechamento da transação da Aliança Norte deverá ocorrer em breve, segundo a mineradora.

“Esta transação é consistente com a estratégia da Vale de maximização de valor para os acionistas, na medida em que proporciona diminuição do dispêndio de capital em investimentos relacionados a ativos non-core e aumenta a flexibilidade para gestão destes ativos no futuro”, afirma a Vale em comunicado distribuído nesta sexta-feira, 27.