US$ 7 por mês e produções originais: os detalhes do Disney+

Serviço de streaming que vai concorrer com Netflix vai estrear em novembro nos EUA e em 2020 na América Latina

A Disney anunciou nesta sexta-feira os primeiros detalhes do Disney +, serviço de streaming que vai concorrer com Netflix, Amazon Prime Video e o futuro serviço da Apple. O Disney + estreia dia 12 de novembro nos Estados Unidos e no Canadá e dias depois na Austrália, na Nova Zelândia e na Holanda. O lançamento no Brasil e nos outros países da América Latina acontecerá em 2020, ainda sem data definida.

O Disney + será o repositório online do formidável portfólio de propriedades intelectuais que transformaram a empresa em um dos símbolos americanos mais conhecidos e adorados no mundo todo, como Mickey Mouse, Pateta e Pato Donald. Completam a escalação os desenhos premiados do estúdio Pixar, os produtos da recém-comprada 21st Century Fox, dona dos Simpsons, os super-heróis da Marvel e os habitantes da galáxia muito distante de Star Wars.

O novo serviço foi apresentado durante a D23 Expo, evento que acontece a cada dois anos e reúne fãs dos personagens Disney (incluindo os fãs ferrenhos de Homem Aranha, Luke Skywalker e os eventuais admiradores de Homer Simpson). Cerca de 6 000 fãs extasiados lotaram um auditório gigante do centro de convenções de Anaheim (Califórnia), a menos de dois quilômetros da Disneylândia original idealizada por Walt Disney, para conhecer as principais novidades do Disney +.

Nos Estados Unidos, o serviço vai custar 7 dólares mensais, ou 70 dólares para quem optar pela assinatura anual (não foram anunciados os valores para o mercado brasileiro). O preço é agressivo em comparação com a Netflix, cuja assinatura mais barata sai por 12,90 dólares. A montagem de vídeo que abriu o evento deixou claro que a estratégia da empresa é combinar preço e conteúdos conhecidos e adorados.

No longo prazo, o serviço de streaming vai permitir que a Disney expanda os universos fictícios dos mundos Marvel e Star Wars, com prequels, continuações, reboots, histórias alternativas e personagens secundários promovidos a atrações principais. Os filmes alimentam as séries, que alimentam os filmes (e as oportunidades de vender produtos e ingressos de parques temáticos).

Num evento cheio de estrelas da TV e do cinema, a Disney apresentou produções originais exclusivas do novo serviço, como uma série com o personagem Marvel Loki, o irmão de Thor, e outra com a She-Hulk, versão feminina do gigante verde. Um dos anúncios recebidos com mais entusiasmo foi o de Mandalorian, que se passa no universo Guerra nas Estrelas e é produzida pelo premiado diretor Jon Favreau (responsável pela recente versão computadorizada de “O Rei Leão”). O clássico da animação “A Dama e o Vagabundo” também será reciclado, desta vez com atores e cães de verdade.

Além dos conteúdos originais, o Disney+ vai oferecer o catálogo inteiro das animações clássicas do estúdio (como “Fantasia” e o “Dumbo” original), além de sucessos recentes como Moana e Frozen.

O mesmo vale para o Marvel Cinematic Universe, cujo filme mais recente, “Vingadores: Ultimato”, faturou 2,8 bilhões de dólares só nas bilheterias de cinema e ultrapassou “Avatar” como o maior sucesso comercial da história. Todos os filmes do MCU estarão disponíveis no serviço nos primeiros meses depois da estreia. O conteúdo do Disney Channel, incluindo uma nova série baseada no hit “High School Musical”, também farão parte do catálogo.

A Disney afirmou também que o serviço vai estrear na América Latina com conteúdo produzido na região, sem dar mais detalhes.