Ultrapar estima perda de R$ 213 mi com greve dos caminhoneiros

O episódio também teve efeitos negativos sobre a Oxiteno, a Ultragaz e a Extrafarma, assim como na distribuidora de combustíveis Ipiranga

São Paulo – A greve dos caminhoneiros que aconteceu em maio não afetou apenas os resultados da Ipiranga, unidade de distribuição de combustíveis da Ultrapar, no balanço do segundo trimestre deste ano. O episódio também teve efeitos negativos sobre a Oxiteno, a Ultragaz e a Extrafarma. No total, a companhia calcula que perdeu R$ 213 milhões.

Na Ipiranga, os bloqueios nas bases de distribuição impossibilitaram o escoamento de produtos, gerando um impacto operacional estimado em 4% do volume de vendas. Esse impacto na perda de volume somado aos custos extraordinários com logística e segurança totalizou R$ 40 milhões.

Além disso, a redução de R$ 0,46 por litro do preço do diesel gerou uma perda pontual nos estoques de R$ 147 milhões, dos quais R$ 123 milhões em maio e junho e R$ 24 milhões em julho, devido à contabilização do estoque pelo custo médio.

Na Oxiteno, divisão de especialidades químicas, a empresa estimou a perda em R$ 13 milhões no trimestre. A greve dos caminhoneiros ocasionou a parada temporária de quatro unidades produtivas (Mauá, Suzano, Tremembé e Triunfo), em função da impossibilidade de escoamento de produtos. O impacto estimado no volume doméstico foi de 6 mil toneladas.

Na Ultragaz, negócio de distribuição de gás, a dificuldade de entrega de produtos foi concentrada no segmento granel, ocasionando uma perda de cerca de 7 mil toneladas. No Ebitda, o efeito foi de R$ 10 milhões.

Por fim, na rede de farmácias Extrafarma, a greve causou problemas logísticos no recebimento e na distribuição de produtos, além do menor fluxo de pessoas nas lojas durante a greve, resultando em um menor faturamento, com impacto no Ebitda de R$ 3 milhões.