Telefônica, a empresa do ano

Conseguir se destacar da concorrência em anos de aperto costuma fazer a diferença entre as companhias de sucesso e aquelas que vão ficando pelo caminho. Na noite desta quarta-feira, a companhia de telecomunicações Telefônica, dona da Vivo, foi eleita a empresa do ano de MELHORES E MAIORES de EXAME. É a primeira vez em 43 edições anuais do ranking que uma empresa do setor chega ao topo. E os motivos de seu sucesso são como um guia para navegar no Brasil de hoje.

O grupo espanhol chegou ao Brasil em 1996, quando celulares eram um luxo para pouquíssimos. Depois de uma série de desafios competitivos, mudança societária e saltos de atendimentos, a empresa é hoje a maior do setor com quase 100 milhões de clientes em 3.800 cidades do país.

No último ano, a empresa enfrentou um desafio triplo. Primeiro, lidar com a crise econômica que atingiu a todos. Depois, encontrar novas frentes de receita num mundo em que os clientes falam cada vez menos, e usam cada vez mais os pacotes de dados do celular. Por fim, integrar a GVT, com trocas de sistemas, equipes e estratégia.

Num movimento incomum, Amos Genish, fundador da empresa adquirida, assumiu o comando da Telefônica e colocou em prática ações para resolver rapidamente pendências antigas. Deu mais autonomia à equipe e seguiu à risca a indicação dada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no evento de premiação de ontem: escolher as batalhas. No caso  da Telefônica, melhorar o atendimento, com equipes próprias de call center e um serviço mais ágil na resolução de problemas. Não é pouca coisa.

“Nosso foco é entregar a melhor conectividade tanto móvel como fixa, com uma infraestrutura de rede robusta e de alta qualidade”, afirmou Genish. Se conseguir, novos prêmios devem vir.