Telecom Italia tem prejuízo de 2 bi de euros no semestre

A empresa contabilizou uma depreciação em suas operações domésticas, em meio à deterioração do cenário econômico global

Roma – A Telecom Italia registrou prejuízo líquido de 2 bilhões de euros (US$ 2,832 bilhões) no primeiro semestre, depois de contabilizar uma depreciação de intangíveis no valor de 3,2 bilhões de euros em suas operações domésticas, em meio à deterioração do cenário macroeconômico. No mesmo período do ano passado, a companhia havia obtido lucro líquido de 1,2 bilhão de euros.

Apesar do resultado negativo, a maior operadora de telecomunicações da Itália confirmou suas metas para o ano, que apontam para a estabilidade da receita e do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O anúncio traz alívio aos investidores, que temiam um corte nas metas.

A companhia disse que contabilizou a depreciação com base principalmente na deterioração dos mercados financeiros e no aumento das taxas de juros, com a demanda na Itália estagnada em meio à deterioração do cenário econômico global. As margens domésticas da Telecom Italia continuaram a sofrer no primeiro semestre, a despeito de uma melhora no setor de telefonia móvel e de um forte desempenho na América do Sul.

Na terça-feira, sua operadora de telefonia móvel no Brasil, a TIM Participações, informou que o lucro líquido cresceu 177,8% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 349,9 milhões, enquanto o faturamento aumentou 20%, para R$ 4,25 bilhões. A base de assinantes da operadora brasileira cresceu 25% nesse período, chegando a 55,5 milhões no fim de junho.

A dívida líquida da Telecom Italia, um dado observado de perto pelos investidores, estava em 31,1 bilhões de euros no fim de junho, acima dos 30,6 bilhões de euros do fim de março. Como parte de seu plano estratégico anunciado em fevereiro, a operadora italiana quer cortar sua dívida líquida ajustada para cerca de 29,5 bilhões de euros até o fim de 2011 e para 25 bilhões de euros até 2013. As informações são da Dow Jones.