Tecnologia traz flexibilidade e competitividade ao setor bancário

Bancos de médio porte apostam em novas ferramentas digitais e permitem a oferta de serviços inteligentes para atrair clientes

Cada vez mais, agências de bancos tradicionais têm sido substituídas por ferramentas digitais – e esse é um processo que não vai desacelerar tão cedo. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, realizada pela Federação Brasileira de Bancos em parceria com a Deloitte, o setor bancário manteve os investimentos em tecnologia, mesmo diante do cenário de crise econômica.

Em 2016, o setor investiu 18,6 bilhões de reais em soluções tecnológicas. Com esse aporte, os bancos foram o segmento que mais fez investimentos em tecnologia no país no ano passado, ao lado do governo – historicamente, o setor que mais investe na área.

Nesse cenário, ferramentas digitais de cash management se tornam essenciais para a organização financeira de empresas e indústrias. “As empresas aderem a esses serviços pela facilidade e conveniência de ter todos os recursos em um mesmo lugar, pois todas as informações ficam centralizadas na mesma plataforma”, explica Rafael Caldeira, da S&H Consultoria Financeira. “A experiência do cliente com o banco passa a valer mais.”

Além de facilitarem transações financeiras, novas ferramentas também têm papel fundamental na entrada de novos players no mercado. “Bancos médios e startups com serviços baseados em tecnologia começaram a despontar e ganhar mercado com ferramentas mais sofisticadas”, diz o consultor.

Para Caldeira, uma vantagem do uso da tecnologia por bancos de médio porte é a melhoria do serviço oferecido, antes limitado às ferramentas tradicionais. “Esses bancos trazem não só o operacional do dia a dia, mas passaram a oferecer inteligência para suas carteiras de clientes, tanto B2B quanto B2C.” A aproximação e o acompanhamento de dados também permitem atendimento mais ágil e personalizado.

A qualidade no processamento de serviços como pagamentos, cobranças e recebimentos, por exemplo, dá mais controle e previsibilidade na gestão de caixa. Empresas com grande volume de pagamentos podem levantar rapidamente informações como número de transações e tíquete médio dos clientes. “Além de operações de tesouraria, é possível ter previsões de receitas e demandas, análise e gestão de riscos. São diagnósticos de bancos de dados que tornam a operação mais inteligente”, completa Caldeira.

Conveniência

A centralização das operações em uma plataforma única é especialmente importante para negócios que precisam lidar com grande volume de transações financeiras, como atacadistas, prestadores de serviços, planos de saúde, escolas e faculdades. Existem ferramentas que possibilitam serviços como a formatação de cadeias de pagamentos e aprovações personalizadas, aceitação de diversos tipos de remessas de arquivos e envio de comprovantes.

E no caso de boletos vencidos que devem ser quitados apenas em um banco específico? Uma mudança no sistema de pagamentos da Febraban, implementada em julho deste ano, permite que o pagamento de contas, mesmo atrasadas, ocorra em qualquer agência bancária, caixa eletrônico ou canais de internet e mobile banking. A decisão traz mais uma vantagem competitiva para os bancos menores e com menos agências físicas. “Sai na frente o banco que conseguir oferecer mais benefícios, facilidade e flexibilidade, sem depender só de um boleto vinculante”, afirma Caldeira.


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