Tecnologia GSM já está madura para concorrer com preços baixos

Não é difícil entender como funciona o Global System for Mobile Communications, ou GSM, a novidade tecnológica da Oi e da TIM. Traduza o nome e só. O GSM é exatamente isso: um sistema global de comunicação. Desenvolvida no final da década de 1980 na Europa para acabar com a Torre de Babel que era a comunicação sem fio do continente — cada país tinha seu próprio sistema –, a tecnologia foi pensada para que qualquer usuário pudesse falar ao telefone sem precisar se preocupar onde está. “É uma tecnologia melhor e mais barata do que as outras”, afirma Decio Ongaro, um italiano de 63 anos, engenheiro e que foi um dos criadores do GSM.

Em entrevista exclusiva à EXAME, o engenheiro — que esteve no Brasil durante alguns dias em março — conta que são quase 700 milhões de usuário de GSM no mundo e que a tecnologia já está madura o suficiente para garantir custos baixos tanto para as operadoras quanto para os usuários. “Uma tecnologia precisa de pelo menos três anos de funcionamento para se consolidar, para erros serem corrigidos”, diz ele. “Quando inventamos o GSM, um aparelho celular era feito com cinco ou seis chips. Hoje, são apenas dois ou três”.

Apesar de ser novidade no Brasil, que atualmente opera, em grande maioria do território, com as tecnologias TDMA e CDMA, de primeira geração, o GSM, como será instalado pela Oi e pela TIM, ainda é a segunda geração de celulares. Existe a geração conhecida como 2,5, em funcionamento na Europa em parte dos Estados Unidos. Tanto a tecnologia CDMA quanto a GSM possuem a evolução para 2,5 geração e para a terceira geração, que, segundo Ongaro, estará consolidada e em pleno funcionamento apenas em meados de 2004.