Vacância de prédios de empresas em SP é a menor da década

Colliers aponta 1,2% de vacância para imóveis corporativos de alto padrão no fim do primeiro trimestre

São Paulo – Na cidade de São Paulo, a entrega, em 2010, de “apenas” 30 mil metros quadrados de imóveis corporativos, “o que não atendeu as necessidades da demanda” – é apontada pela Colliers International como a responsável pela taxa de vacância de 1,2%, “a mais baixa da década”.

No primeiro trimestre de 2011 apresentando recuo pelo sexto trimestre consecutivo, a taxa de vacância de imóveis corporativos A+ e A, no mercado paulistano mostrou queda de 5%, comparando com igual período de 2010, “o que evidencia a movimentação em um mercado com baixa oferta”, comenta a Colliers.

A reduzida oferta, em São Paulo, de terrenos aptos a receber escritórios com aqueles perfis, tem como contraponto Alphaville, na Região Metropolitana Oeste. No bairro de Barueri, é possível encontrar áreas corporativas superiores a mil metros quadrados, situação rara na capital, segundo a Colliers.

Não obstante a reduzida taxa na capital, a região da Berrini apresenta vacância de 7,5%, “devido à recente entrega do Edifício Berrini Park”. Na região da Chácara Santo Antônio, ocorreu a ocupação total do Edifício Jatobá, e nas regiões do Itaim e Parque Petroni houve absorção negativa, no primeiro caso com a devolução de espaço com cerca de 300 metros quadrados e, no segundo, devolução de 2.000 metros quadrados no Market Place.

As demais regiões mantiveram-se estáveis, com taxas de vacância próximas a zero, aponta a pesquisa da Colliers. A Colliers estima que, considerando a absorção projetada de 250.000 metros quadrados, a taxa de vacância deverá encerrar 2011 próximo a 8%. Este percentual, alto em relação ao encerramento dos últimos anos, leva em consideração as negociações com prazos mais longos, para áreas maiores, de acordo com a Colliers.

Preços

A pesquisa da Colliers International mostra também que os valores médios de locação de escritórios nos padrões A+ e A, na cidade de São Paulo, cresceram 7,76% em relação ao último trimestre. No mesmo período, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumulou alta de 2,43%.

Na região da Faria Lima, o metro quadrado chegou a 200 reais, no Edifício Plaza Iguatemi, “valor antes alcançado no Brasil apenas pela região do Leblon, no Rio de Janeiro”.

A pesquisa da Colliers destaca ainda que, dentre as dez regiões de escritórios corporativos classes A+ e A analisadas, 50% apresentam valores de locação acima da média do mercado. São Elas: Marginal Pinheiros, Vila Olímpia, Avenida Paulista, Itaim e Faria Lima.

A Colliers comenta ainda em seu estudo que o atual ciclo de expansão aproxima-se do pico, uma vez que está previsto a entrega de aproximadamente 350.000 metros quadrados no decorrer de 2011, “cerca de 22% do inventário total do mercado paulistano”. Diz ainda a consultoria que, até 2012, está previsto a entrega de 500.000 metros quadrados, “o que pode levar o mercado á condição de superoferta”.