TAM Viagens quer triplicar tamanho em dois anos

Plano da empresa é chegar a 200 lojas em dois anos. Se a previsão se confirmar, pelo menos uma loja da TAM Viagens será inaugurada por semana, em média, nos próximos 24 meses

O potencial de consumo de produtos turísticos pelos emergentes da economia brasileira provocou mudanças na TAM Viagens. A empresa lança nos próximos dias um sistema de franquias para deslanchar o crescimento da operadora de turismo. As atuais 72 lojas, administradas por representantes comerciais independentes serão convertidas para o novo modelo de negócio. O plano de Paulo Castello Branco, vice-presidente comercial da empresa, é chegar a 200 unidades em dois anos. Se a previsão se confirmar, pelo menos uma loja da TAM Viagens será inaugurada por semana, em média, nos próximos 24 meses.

Apesar de ainda não ter começado a divulgar a novidade, o executivo já tem uma lista de interessados com 136 nomes. O investimento inicial para o franqueado vai de R$ 180 mil a R$ 200 mil. A estimativa de Castello Branco é de que a receita de quem já está no negócio aumente de 20% a 25% com a migração. A seleção dos franqueados começará a ser feita daqui a duas semanas.

Castello Branco acredita que a principal vantagem em relação a CVC, líder entre as operadoras, é o fato de a empresa poder usufruir da sinergia com uma companhia área, a TAM, no desenvolvimento de novos produtos. “A operadora, por sua vez, é um excepcional canal de vendas para a TAM que até agora vinha sendo sub-aproveitado”, afirma.

Uma das principais mudanças na TAM Viagens será a ampliação dos tipos de produtos. Ao contrário da CVC, com fama de popular, a empresa é conhecida por trabalhar com pacotes turísticos para quem tem melhor poder aquisitivo. Agora, com a chegada das classes C e D a esse mercado, Castello Branco não quer perder negócio e avisa que vai desenvolver produtos econômicos. “O consumo de produtos ligados ao lazer não tem limite. Daí a necessidade de ampliar o leque de ofertas e atingir não apenas quem tem melhor poder aquisitivo. Temos condições de aproveitar horários de voo em que a demanda é menor e oferecer preços mais baratos”, explica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.