Suzano reverte prejuízo e lucra R$ 700 mi no 2º tri

Um ano antes, a maior produtora de celulose do mundo registrou um resultado negativo em mais de R$ 2 bilhões

São Paulo — Maior produtora de celulose do mundo, a Suzano teve lucro líquido de 700 milhões de reais no segundo trimestre, após resultado negativo de mais de 2 bilhões de reais um ano antes.

A companhia divulgou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 3,1 bilhões de reais de abril a junho, queda de 24% na comparação anual.

Analistas, em média, esperavam Ebitda 2,88 bilhões de reais para a Suzano no segundo trimestre e lucro líquido de 993 milhões, segundo dados da Refinitiv.

Além do balanço, a Suzano divulgou redução em sua projeção de investimento em 2019, que passou de 6,4 bilhões para 5,9 bilhões de reais. Segundo a empresa, a redução de cerca de 8% na previsão de investimento decorre de “menor volume de colheita de madeira dado o menor volume de produção em 2019; e da disciplina financeira da companhia visando a gestão de sua alavancagem”.

O desempenho da Suzano foi apoiado na reversão do resultado financeiro negativo de 6,2 bilhões de reais registrado no segundo trimestre de 2018, em meio aos preparativos para viabilizar a incorporação da rival Fibria, concluída neste ano.

No front operacional, as vendas de celulose da companhia caíram 14 por cento no segundo trimestre sobre um ano antes, para 2,2 milhões de toneladas, enquanto as vendas de papel subiram 6 por cento, a 301 mil toneladas.

A produção de celulose da Suzano caiu 8% no trimestre em meio a um quadro de estoques elevados no mercado internacional do insumo usado na produção de papel. Na área de papel, a Suzano teve alta de 6% na produção.

Segundo a Suzano, o custo caixa de produção de celulose no segundo trimestre foi de 697 dólares por tonelada, excluindo efeitos de paradas para manutenção, ante 628 dólares no mesmo período do ano passado.

A companhia terminou junho com uma relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 3,5 vezes, ante 2 vezes ao fim de junho de 2018. Em dólares, a relação variou de 1,7 vez para 3,6 vezes.