Softbank investe 1 bilhão de reais em emissão de papéis do Inter, diz site

O banco mineiro levantou 1,2 bilhão de reais. Para tanto, cada unit foi precificada a 39,99 reais, 4,8% a menos do que o valor da última sexta-feira

São Paulo – Parece que a fila andou. Depois de um rápido namoro com o banco digital Nubank, a gestora bilionária Softbank parece ter firmado compromisso com o concorrente Inter. De acordo com informações do site Brazil Journal, o fundo japonês, presidido por Masayoshi Son, comprou o equivalente a 1 bilhão de reais em papéis da instituição mineira, que encerrou a sua oferta secundária (follow-on) na segunda-feira (29). O Softbank não comenta. O Inter não deu detalhes dos novos acionistas no fato relevante, divulgado nesta terça (30).

Ao todo, o banco da família Menin — que também é dona da MRV — captou 1,2 bilhão de reais na emissão das units (que une uma ação ordinária e duas preferenciais). Para tanto, cada unit foi precificada a 39,99 reais, 4,8% a menos do que o valor do fechamento da última sexta-feira (26). Na sessão de segunda (29), as units caíram 3,93% para 40,35 reais.

“O preço por unit e o preço por ação foram fixados após a realização do procedimento de bookbuilding (livro de interessados na compra dos ativos) e não promoverão a diluição injustificada dos acionistas da companhia”, diz o comunicado a mercado. O capital social do banco passou de 866 milhões de reais para 2,1 bilhões de reais.

Desde a abertura de capital, há um ano, as ações do Inter já subiram 333%. A principal fatia acionária está nas mãos de Rubens Menin, que detém 30,22% do total. Já o filho e presidente do banco, João Vitor, possui 6,28%. Os outros dois filhos do patriarca — Rafael e Maria Fernanda — detêm, cada um, 5,11% da instituição.

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O acordo entre Softbank e Inter foi firmado três dias após o anúncio de uma captação de 400 milhões de dólares pelo Nubank, que levou o banco digital a alcançar um valor de mercado de 10 bilhões de dólares. Quem liderou a mais recente rodada foi a TCV, um dos primeiros investidores da Netflix e do Spotify, em seu primeiro grande investimento na América Latina. Mas os investidores já existentes Tencent, DST Global, Sequóia Capital, Dragoneer, Ribbit e Thrive Capital também participaram. Desde que o banco do cartãozinho roxo foi fundado, levantou 820 milhões de dólares.

“Há uma grande oportunidade de acelerar nosso crescimento no Brasil e na América Latina, lançando novos produtos e ocupando novos espaços”, disse o presidente e co-fundador David Vélez, na semana passada. “Dado que há muito capital disponível no mundo para uma empresa como a nossa, decidimos colocar o pé no acelerador.”