Sem a France Telecom, Telelistas cresce 18%

16h35) – Depois de três anos de desentendimentos na justiça, a France Telecom deixou a sociedade que mantinha com o grupo brasileiro Stratos na Riolistas, empresa da editora Telelistas que produzia as listas telefônicas do Rio de Janeiro. Depois da saída dos franceses, a Stratos assumiu todos os contratos da sociedade e irá integrar a operação carioca às demais — a Telelistas, tendo como controlador apenas o grupo brasileiro, também faz as listas telefônicas de todos os estados que compõem a área de cobertura da Telemar, Brasil Telecom e Sercomtel (da cidade de Londrina, no Paraná).

Com previsão de receita de 250 milhões de reais para este ano, a Telelistas cresceu cerca de 18% em faturamento e número de assinantes com a incorporação da operação do Rio de Janeiro. “O próximo passo é expandir a lista telefônica eletrônica, implantada com sucesso no Rio, para as outras regiões”, afirma James Tompkins, presidente da empresa.

O produto voltado para a internet possui 7 mil assinantes e é responsável por 5 milhões de reais da receita total da empresa. Nas outras regiões, os assinantes da lista telefônica automaticamente são incluídos no serviço internet, menos sofisticado que o carioca.

O modelo de negócios da editora, que possui 2 mil funcionários, é baseado na venda de publicidade nas listas telefônicas. A Telelistas também é contratada pela Telemar para imprimir sua lista telefônica obrigatória. “Mas desse contrato recebemos apenas o que gastamos em papel e gráfica”, diz Tompkins. A matéria-prima das listas — informações de nomes, endereços e telefones — é comprada das operadoras. Os gastos com cadastro chegam a cerca de 20 milhões de reais. “As informações compradas ainda são trabalhadas dentro da Telelistas, já que a qualidade do cadastro das operadoras não é a ideal”, diz Tompkins.

Depois que foi privatizado, o mercado de listas telefônicas cresceu entre 30% e 40%. Segundo Tompkins, a participação de listas no mercado de publicidade brasileiro ainda é pequena, de 4%. Nos Estados Unidos, essa fatia é de 7% e na Europa, 10%.