Sapore quer divulgação de auditoria da IMC junto com a sua

A auditoria é o centro da disputa entre as duas empresas, que se arrasta desde que, em setembro, a IMC encerrou tratativas para se unir à Sapore

A operadora de restaurantes corporativos Sapore aceitou a divulgação da auditoria feita pela IMC – administradora dos grupos de restaurantes Viena e Frango Assado – em suas operações no início do segundo semestre deste ano, quando as duas negociavam uma fusão. Mas apenas se a IMC também concordar em liberar as informações da auditoria que a Sapore fez nas atividades da dona do Frango Assado. Essa é a resposta da Sapore à recomendação feita hoje pelo conselho de administração da IMC aos seus investidores para que não aceitem a oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pela operadora de restaurantes corporativos em novembro – a segunda tentativa da Sapore de se unir à dona do Frango Assado.

A auditoria é o centro da disputa entre as duas empresas, que se arrasta desde que, em setembro, a IMC encerrou tratativas para se unir à Sapore. O conselho de administração da IMC justificou sua orientação aos acionistas dizendo que a Sapore não divulgou informações suficientes sobre a OPA que possibilite aos investidores tomar uma decisão. Faltam esclarecimentos sobre como se dará a combinação de operações entre as duas companhias, especialmente no que diz respeito ao peso que cada empresa terá na empresa resultante, de acordo com a carta da IMC enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais. A dona do Frango Assado também disse que a Sapore não respondeu à solicitação de tornar públicos os resultados da auditoria. Segundo EXAME apurou, a diligência encontrou irregularidades de 400 milhões de reais no balanço da operadora de restaurantes corporativos.

A Sapore, em sua réplica, propôs uma metodologia para a divulgação dos resultados da auditoria, caso a IMC tope abrir os dados referentes às suas atividades. As informações seriam liberadas individualmente aos acionistas da IMC que solicitarem acesso. Antes, a dona do Frango Assado teria que entregar à operadora de restaurantes corporativos um relatório idêntico ao que seria mostrado aos seus acionistas. “O grupo Sapore tem plena confiança em suas informações financeiras e contábeis”, diz a carta. Quanto aos detalhes da combinação dos negócios, a Sapore afirmou que só podem ser decididas depois da OPA, por dependerem das condições em que a oferta for eventualmente fechada.

No mês passado, a Sapore se propôs a comprar uma participação de cerca de 40% na IMC, adquirindo na bolsa as ações dos investidores que quiserem aderir à OPA. O preço oferecido é de 8,63 reais por papel. A oferta expira em 30 dias a contar da publicação do edital, em 19 de novembro.

Sapore quer divulgação de auditoria da IMC junto com a sua

A auditoria é o centro da disputa entre as duas empresas, que se arrasta desde que, em setembro, a IMC encerrou tratativas para se unir à Sapore

A operadora de restaurantes corporativos Sapore aceitou a divulgação da auditoria feita pela IMC – administradora dos grupos de restaurantes Viena e Frango Assado – em suas operações no início do segundo semestre deste ano, quando as duas negociavam uma fusão. Mas apenas se a IMC também concordar em liberar as informações da auditoria que a Sapore fez nas atividades da dona do Frango Assado. Essa é a resposta da Sapore à recomendação feita hoje pelo conselho de administração da IMC aos seus investidores para que não aceitem a oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pela operadora de restaurantes corporativos em novembro – a segunda tentativa da Sapore de se unir à dona do Frango Assado.

A auditoria é o centro da disputa entre as duas empresas, que se arrasta desde que, em setembro, a IMC encerrou tratativas para se unir à Sapore. O conselho de administração da IMC justificou sua orientação aos acionistas dizendo que a Sapore não divulgou informações suficientes sobre a OPA que possibilite aos investidores tomar uma decisão. Faltam esclarecimentos sobre como se dará a combinação de operações entre as duas companhias, especialmente no que diz respeito ao peso que cada empresa terá na empresa resultante, de acordo com a carta da IMC enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais. A dona do Frango Assado também disse que a Sapore não respondeu à solicitação de tornar públicos os resultados da auditoria. Segundo EXAME apurou, a diligência encontrou irregularidades de 400 milhões de reais no balanço da operadora de restaurantes corporativos.

A Sapore, em sua réplica, propôs uma metodologia para a divulgação dos resultados da auditoria, caso a IMC tope abrir os dados referentes às suas atividades. As informações seriam liberadas individualmente aos acionistas da IMC que solicitarem acesso. Antes, a dona do Frango Assado teria que entregar à operadora de restaurantes corporativos um relatório idêntico ao que seria mostrado aos seus acionistas. “O grupo Sapore tem plena confiança em suas informações financeiras e contábeis”, diz a carta. Quanto aos detalhes da combinação dos negócios, a Sapore afirmou que só podem ser decididas depois da OPA, por dependerem das condições em que a oferta for eventualmente fechada.

No mês passado, a Sapore se propôs a comprar uma participação de cerca de 40% na IMC, adquirindo na bolsa as ações dos investidores que quiserem aderir à OPA. O preço oferecido é de 8,63 reais por papel. A oferta expira em 30 dias a contar da publicação do edital, em 19 de novembro.