Rombo do Cruzeiro do Sul aumenta em 70% em um ano

Banco liquidado pelo BC em 2012 aumentou seu rombo em junho de 2013 a R$ 3,8 bilhões

São Paulo – O Banco Cruzeiro do Sul, liquidado pelo Banco Central (BC) em setembro de 2012, aumentou o rombo em 70% em junho de 2013 ante um ano, chegando a R$ 3,8 bilhões. Os dados constam do balanço patrimonial enviado nesta quarta-feira, 9, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De janeiro a junho, o banco reportou prejuízo de R$ 403,4 milhões depois de ter apresentado resultado positivo de R$ 318,4 milhões no semestre imediatamente anterior. Além disso, o Cruzeiro do Sul ainda fez um ajuste de avaliação patrimonial de cerca de R$ 64 milhões nos seis primeiros meses 2013.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagou quase R$ 2 bilhões até junho aos credores da instituição financeira – R$ 71,8 milhões em depósitos à vista e R$ 1,89 bilhão em depósitos a prazo com garantias da entidade, os chamados Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGEs). O montante a ser pago a cada investidor é de até R$ 70 mil, limitado ao saldo existente.

A carteira de crédito do Cruzeiro do Sul chegou ao fim de junho em R$ 4,4 bilhões – a maioria (R$ 3,9 bilhões) referente a terceiros. Se incluídas as provisões, o valor sobe para R$ 4,8 bilhões. O montante de empréstimos próprios estava em R$ 448 milhões. O total de ativos da instituição somava R$ 8,2 bilhões. O montante correspondente aos credores por restituição estava em R$ 4,351 bilhões.

Após três meses de Regime de Administração Especial Temporária (Raet) no Cruzeiro do Sul, o BC decretou a liquidação em 14 de setembro de 2012. Na ocasião, o buraco da empresa era de R$ 3,1 bilhões. O banco detinha cerca de 0,25% dos ativos do sistema bancário e 0,35% dos depósitos. O regulador decidiu liquidá-lo após as negociações com o Banco Santander, da Espanha, único interessado no Cruzeiro do Sul, terem fracassado. O Banco Prosper S.A. teve o mesmo destino porque, no fim de 2010, havia sido comprado pelo Cruzeiro do Sul.