Renner, a varejista que lucra vendendo cartão

Corretoras apostam que negócios financeiros serão destaque dos resultados da companhia

São Paulo – Uma das maiores redes varejistas do país, a Renner anuncia hoje seus resultados no terceiro trimestre e a expectativa do mercado é que a companhia apresente bons números por conta de seus negócios… financeiros! Para corretoras, emprestar dinheiro está saindo mais lucrativo para a empresa do que vender roupas e outros itens.

“A divisão de finanças pode trazer boas surpresas”, apostam os analistas da J.P. Morgan Corretora. Em relatório assinado por Camila Penna, Fabio Focaccia e Carlos Lima, eles afirmam que esperam que as vendas da Renner no terceiro trimestre cresçam 12% em relação ao mesmo período de 2012 – mas descartam que a receita da empresa cresça muito.

Já no Itaú BBA, a expectativa é de que a companhia apresente vendas moderadas e receita líquida na casa de 915,2 milhões de reais. Apesar da quantia representar um aumento de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado, ela não se traduziria num lucro real para a empresa – já que impostos, taxas e outros gastos teram impacto maior agora do que um ano atrás.

“Esperamos que os resultados dos negócios financeiros da companhia se mantenham praticamente estáveis em relação a 2012”, afirmam Vitor Paschoal e Rachel Rodrigues, que assinam o relatório do Itaú BBA.

Bom negócio

Em 2012, a divisão de serviços financeiros da Renner faturou cerca de 150 milhões de reais. Entre os principais produtos da empresa na área, estão financiamentos e cartões de crédito, que somavam 1,1 milhão de unidades em dezembro do ano passado.

Em setembro, Adalberto Santos, diretor administrativo e financeiro da Renner, pediu para sair. No começo de outubro, o executivo Laurence Gomes assumiu o cargo.

A Renner fechou o segundo trimestre com lucro líquido de 98 milhões de reais.