Remuneração de executivos da Oi aprovada é 29,4% menor que a de 2017

Mais de R$ 35,4 milhões serão destinados para remuneração fixa, bônus, incentivos de longo prazo, retenção executiva, benefícios e encargos sociais

Rio – Em menos de meia hora, os acionistas da Oi abriram e aprovaram todos os itens da pauta da Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada nesta segunda-feira, 30, inclusive a remuneração global de R$ 74,6 milhões para a diretoria estatutária.

Société Mondiale e Pharol continuam impedidas de votar por decisão do juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Fernando Vianna. Os acionistas da Tempo, porém, indicaram e aprovaram Dômenica Noronha como representante dos preferencialistas no Conselho Fiscal.

Além disso, por indicação da administração, também foram aprovados para o conselho fiscal: Pedro Wagner Pereira Coelho e Alvaro Bandeira, reconduzidos, e Daniela Maluf Pfeiffer, eleita para substituir o conselheiro Gilberto Braga.

Dos R$ 74,6 milhões aprovados para os executivos, R$ 35,4 milhões correspondem aos valores recorrentes, tais como remuneração fixa, bônus executivo, incentivos de longo prazo, retenção executiva, benefícios e encargos sociais. O montante é 29,4% menor que o de 2017.

Adicionalmente, porém, a companhia aprovou R$ 39,2 milhões, valor que inclui a remuneração excepcional vinculada ao êxito da Recuperação Judicial e as indenizações referentes a rescisões contratuais e non compete do ex-diretor presidente Marcos Schoereder e do ex-diretor-financeiro e de relações com investidores Ricardo Malavasi, que deixaram a empresa no segundo semestre do ano passado. A Oi não divulga a remuneração individual dos executivos. Então, não é possível saber qual parcela caberá a cada executivo.

O boletim de voto a distância ainda não foi divulgado e não é possível saber com que porcentual de votos a remuneração foi aprovada. A BNDESPar, porém, votou contra a proposta da administração. Além disso, como norma, os escritórios de aconselhamento de voto têm recomendado aos acionistas estrangeiros que votem contra a proposta quando não há a abertura das informações individuais.

A Oi, como outras companhias brasileiras, não informa esses valores respaldada por um liminar do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) que impede a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de punir as companhias que não cumprem sua determinação.

A votação das demonstrações financeiras relativas ao exercício social de 2017 será deliberada apenas na Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para 14 de maio.