Receita da Bematech cresce 17% no 1º trimestre

Lucro da empresa de soluções em tecnologia para o comércio passou de R$ 0,3 mi no 1º tri de 2009 para R$ 10 mi em 2010

São Paulo – A Bematech, que atua no segmento de soluções em tecnologia para o comércio, encerrou o primeiro trimestre de 2010 com uma receita líquida de R$ 82,6 milhões. O resultado é quase 17% superior ao registrado no mesmo período de 2009.

O lucro da empresa no 1º trimestre cresceu cerca de 33 vezes (passou de R$ 0,3 milhão no primeiro semestre de 2009 para R$ 10,6 milhões em 2010). O aumento nos lucros ocorreu pelo crescimento das vendas associado a um trabalho de gestão, que incluiu integração das empresas adquiridas, contenção de despesas, cortes e melhoria em treinamentos, de acordo com Mônica Molina, diretora de relações com investidores

 A Bematech registrou crescimento em todos os seus setores de atuação – equipamentos (hardware), sistemas de gestão (software), serviços e capacitação. O maior crescimento foi em equipamentos, que havia registrado o pior desempenho no primeiro semestre de 2009 quando, em decorrência da crise econômica, as vendas diminuíram, enquanto a manutenção de softwares e serviços já instalados se manteve. “No auge da crise essa foi a linha de negócio que mais sofreu”. O crescimento na receita de equipamentos no primeiro trimestre de 2010 foi de 22%.

A empresa acreditava que, nesse ano, registraria maior crescimento nos sistemas para hotéis, bares e restaurantes, mas se surpreendeu com o aumento nas vendas de impressoras fiscais. “É ano eleitoral, é normal imaginar o fisco menos presente, mas aconteceu o contrário, muitos estados estão se apoiando numa melhor arrecadação até para usar isso nas suas campanhas” afirmou Molina.

Como resultado do aumento das receitas a geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), foi de R$ 16,3 milhões, frente a R$ 4,1 milhões no mesmo período de 2009. A Bematech vê novas oportunidades de crescimento no Brasil nos postos de gasolina, no setor de moda e no aluguel de soluções ao invés da compra de sistemas de gestão.