Quem inova renova

Cultura empreendedora

Normalmente, basta um empreendedor para construir uma empresa. Para que ela tenha sucesso durante muitos anos, no entanto, é recomendável que haja vários. Isso é o que defende, desde 1978, o consultor americano Gifford Pinchot III, da Pinchot & Company, criador do termo intrapreneur (intra-empreendedor, ou empreendedor dentro da empresa). “Passados 25 anos, o termo não é mais uma surpresa”, diz Pinchot. “Sempre houve intra-empreendedores nas companhias dando idéias e implementando novos produtos, novos processos, novos serviços. Mas estar alerta para eles ajuda a influenciar a cultura que favorece sua atuação.”

A metodologia de Pinchot para avaliar a cultura das empresas será usada no primeiro ranking de empreendedorismo corporativo no Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro de Intra-Empreendedorismo (Ibie) e por EXAME. (As inscrições estão abertas no Portal EXAME, http://www.exame.com.br.) “Uma empresa não precisa que todos os seus funcionários sejam empreendedores”, diz Pinchot. “Mas precisa de alguns.” Se a cultura não for favorável a eles, há menos chance de surgir as mudanças necessárias à sustentação do negócio.

Segundo Pinchot, toda empresa tem bolsões de criatividade e partes com organização quase militar. “A maioria das inovações e melhorias é resultado da ação de gerentes que criam bolhas de proteção para suas equipes”, diz. Saber se sua empresa incentiva essas bolhas, ou como poderia fazê-lo melhor, pode significar o futuro do negócio.