Quem é a Saab, a fornecedora dos novos caças da FAB

Companhia sueca é uma das principais do mundo do setor de defesa e segurança, com portfólio de mais de 10 modelos de aeronaves de guerra

São Paulo – Após anos de discussões, o governo brasileiro decidiu o nome da companhia que vai fornecer à Força Aérea Brasileira (FAB) os novos aviões de guerra do país. A sueca Saab foi a escolhida para produzir 36 caças, modelo Gripen NG.

Com 76 anos de atuação, a Saab nasceu como uma empresa do setor aeroespacial e, embora tenha diversificado os negócios ao longo de sua trajetória, nunca perdeu a verdadeira essência. A companhia está entre as mais importantes do mercado de defesa e segurança no mundo.

Com faturamento que superou a cifra de 24 bilhões de dólares em 2012 e lucro de mais de 1,5 bilhão de dólares, a Saab é controlada pelo fundo de investimentos Investor AB, que pertence à tradicional família Wallenberg – conhecida na Suécia por atuar nos setores financeiro e industrial.

A Saab tem patrimônio líquido avaliado em 14,1 bilhões de dólares e ativos que somam quase 30 bilhões de dólares.

Além de aviões de combate, a companhia produz também armas de guerra terrestre, sistemas de mísseis, submarinos não tripulados e veículos que podem ser operados remotamente pelas forças armadas.

Outros negócios

Qualquer semelhança com da Saab com a Saab Automobile não é mera coincidência. Em 1940, para diversificar as operações, a Saab criou um braço de negócios para produzir automóveis. A operação, no entanto, foi vendida para a General Motors no início da década de 90, que mais tarde repassou o negócio para a holandesa Spyker Cars.

Além de aviões de combate e carros de passeio, a Saab também já se aventurou no mercado de informática. Durante mais de duas décadas, a companhia produziu computadores para aeronaves e para bancos no mercado europeu. Em 1975, a Saab vendeu a operação para Sperry.   

A escolhida

Para Celso Amorim, ministro da Defesa, a escolha da empresa que vai fornecer os novos aviões de guerra ao país levou em conta três fatores: performance, transferência de tecnologia e custo. 

Além da Saab, a americana Boeing e a francesa Dassault estavam na disputa, mas, ao que tudo indica, a sueca  foi que melhor atendeu os pré-requisitos.